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Entrevista a Sofia Carvalho

A SIC Mulher comemora seis anos com mudanças na imagem gráfica e duas estreias. Para a sua directora, o canal é cada vez mais “uma alternativa” e uma “marca forte”
Que balanço faz dos seis anos de actividade da SIC Mulher?
Foram seis anos de um percurso fantástico, quer a nível pessoal quer a nível profissional, porque a SIC Mulher conseguiu-se posicionar como uma marca forte.
Como cresceu o canal em 2008?
Tivemos os melhores resultados de sempre. Com o ‘Rock in Rio’ obtivemos shares muito bons. O ‘Oprah’s Big Gift’ também teve um bom desempenho. E creio que, em 2009, vamos continuar a revelar uma boa performance.
Em 2003, quando o canal estreou, o panorama audiovisual era bem diferente. Como é que o canal enfrenta hoje a concorrência?
Não existiam tantos canais por cabo e a realidade hoje é bem distinta. O facto de haver mais canais e mais concorrência obriga-nos a ser mais criativos. Mas o balanço é muito positivo.
Mês de Março é tempo de estreias?
A imagem da SIC Mulher vai sofrer algumas alterações gráficas no decorrer deste mês. Vai ter um colorido um bocadinho diferente. Faz bem mudar de vezemquando, sempre na mesma linha da SIC Mulher. E vamos estrear dois novosprogramas: ‘Restaurante’, com Raquel Strada, e ‘Instinto Moda’, com Sara Vaz.
A Sara Vaz é uma estreante em televisão?
É uma jovem bailarina, que se estreia na televisão com este espaço.
O canal continua a apostar no ‘Querido, Mudei a Casa’?
Vamos arrancar com a décima série. O primeiro programa será um projecto especial, a remodelação total de uma casa, coisa que nunca fizemos.
Por que não aposta mais o ‘Querido’ na recuperação de lares e infantários?
O conceito do programa é transformar uma divisão. Mas os pedidos de escolas e instituições eram tantos que nós decidimos fazer uma transformação nesses espaços no primeiro programa de cada nova temporada.
O ‘Depois do Querido...’ continua na grelha?
Vamos ter mais 22 episódios.
A SIC Mulher tem poucos formatos de produção nacional. Quando mudará esta realidade?
O ‘Restaurante’ e ‘Instinto da Moda’ já fazem parte dessa intenção. Temos de ter programas adaptados à nossa realidade e estes dois novos formatos vão ao encontro desta ideia. Esperamos que venham a ter o sucesso e a longevidade do ‘Querido, Mudei a Casa’.
Há dois anos que quer muito um programa de puericultura e sexologia. Quando concretiza esta intenção?
Temos um formato estrangeiro de sexologia, mas quero ter um formato adaptado à nossa realidade. Em relação à puericultura, e porque estamos a falar para mulheres, acho muito interessante termos um programa desta natureza. Mas nós conseguimos ter todas estas temáticas abordadas no ‘Mundo das Mulheres’, da Adelaide de Sousa.
O ‘Mundo das Mulheres’ mantém-se na grelha?
Sim, porque temos tido um retorno muito positivo. Fizemos algumas alterações, introduzimos mais reportagem, e este parece ser o formato que mais vai ao encontro do gosto das pessoas.
Não acha o horário nobre do canal muito repetitivo, com ‘Jamie at Home’, ‘Will & Grace’, ‘Oprah’ e ‘Tyra Banks’?
Isso acontece por temporadas. ‘Will & Grace’ é uma sitcom que tem dez ou 20 séries e está num horário que visa fidelizar o telespectador. Não posso ter ‘Will & Grace’ durante seis meses e, depois, emiti-lo às 22h00 ou às 23h00. Isso está estudado e varia com as temporadas. Já tivemos o ‘Querido, Mudei a Casa’ em horário nobre.
Como se explica que alguns dos assuntos abordados nos programas da Oprah estejam um pouco desactualizados?
Os temas do formato são intemporais mas quando há um desfasamento, ele acontece porque quando compramos o formato aos fornecedores eles entregam-no com essa ‘décalage’. Não conseguimos ter um programa que foi exibido ontem nos Estados Unidos e tê-lo hoje na SIC Mulher.
A SIC Mulher volta a dar destaque à Moda Lisboa?
A SIC e SIC Mulher são os canais oficiais do evento. É a terceira edição em que somos parceiros da Moda Lisboa, que está a decorrer na Cidadela de Cascais.
Vai participar activamente na transmissão do evento?
Como tem sido hábito nas edições anteriores, serão transmitidos programas diários na SIC e na SIC Mulher, bem como um compacto final na SIC Mulher. Apresentarei os especiais dedicados à moda.
O canal descurou as séries, algo em que apostou muito quando estreou?
Em 2003 apostámos muito nas séries, mas quando se impuseram os canais do cabo como o AXN, Fox e Fox Life, com os quais nos é muito difícil concorrer, a nossa estratégia passou a ser outra.
Como concilia a apresentação do ‘Querido’ com a direcção do canal?
É bom poder viver a realidade de uma produção de um programa como este, que envolve muita gente e muitas etapas, algumas dificuldades e imprevistos. É um privilégio poder ver o outro lado do programa. Concilio tudo com alguma dificuldade, porque hoje também somos mais ambiciosos com o ‘Querido’. Se no começo pintávamos e decorávamos, hoje partimos paredes, arrancamos lareiras...
Quantas pessoas sustentam o canal?
Eu, o produtor do canal, Nelson Furtado, e a redactora Catarina Marques. Somos a estrutura fixa do canal SIC Mulher. Isso motiva-nos muito. Temos vindo a crescer e gostamos muito do que fazemos. Não há um dia igual e todos são muito estimulantes.
Fez 39 anos no dia de aniversário do canal?
Costumo dizer que, no dia 8 de Março, sinto-me como se tivesse trigémeos: é o Dia Internacional da Mulher, o aniversário da SIC Mulher e o dia em que faço anos.

AS DUAS NOVIDADES NA GRELHA
‘INSTINTO MODA’ E ‘RESTAURANTE’

O que vai ser o programa ‘Instinto Moda’ ?
Aborda uma temática que eu queria há algum tempo no canal. É um programa de moda e lifestyle apresentado pela Sara Vaz.
E o espaço ‘Restaurante’?
Neste programa, a Raquel Strada dará a conhecer os bastidores da construção de um restaurante, desde o momento em que se decide construir até às conversas sobre decoração, a escolha dos serviços, conversas com o empreiteiro, os imprevistos, até ao dia em que se abrem as portas ao público.
Quantos programas estão previstos?
Para já três: o antes, o durante e o depois da construção do Tivoli Avenida. Este programa é inédito e nós vamos querer dar-lhe continuidade e fazer mais restaurantes.

APOSTA NA PRODUÇÃO NACIONAL
“A CRISE PODE ABRIR OPORTUNIDADES”

A produção própria continua a ser a grande ambição da SIC Mulher desde que se estreou, em 2003. Sustentado por uma equipa de três pessoas, a directora, um produtor e uma redactora, o canal mantém o mesmo perfil de telespectador: 60% são mulheres e 40% homens. E é a faixa etária dos 25 aos 34 anos que mais fiel se mantém aos conteúdos da SIC Mulher. Sofia Carvalho não tem dúvidas: “O canal é uma alternativa credível de programação”. Nem os tempos de crise intimidam a directora da SIC Mulher: “A crise está a afectar toda a gente, mas acredito que, nestes momentos complicados, surgem algumas novas oportunidades. Estamos atentos e vamos continuar a ser criativos e a apostar na produção nacional”.

PERFIL
Em 1993 entra na TVI como locutora de continuidade. Entre 1994 e 1996 foi um dos rostos, com Artur Albarran e Bárbara Guimarães, do ‘Novo Jornal’. Em 1997 co-apresentou ‘Directo XXI’, com José Carlos Castro. Depois de uma pausa na carreira regressa em 2002 e integra a equipa dos canais temáticos da SIC.

fonte: CM

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