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Albano Jerónimo "Não podia estar mais feliz"

Actor estreia-se na SIC, com ‘Dancin’Days’, cinco anos após a sua última novela. Feliz, admite que remakes são mais económicos 10 Agosto 2012
Qual a mais-valia de ‘Dancin’Days’ que tem conquistado o público? 
Um remake do ‘Dancin’Days’ é, logo à partida, muito apetecível. Depois, a novela teve uma preparação muito rigorosa, tecnicamente falando. A nível de décors, guarda-roupa e aconselhamento de actores. 
Uma preparação que o levou ao Brasil... 
Eu e a Joana Santos estivemos dois meses no Rio de Janeiro a trabalhar, em exclusivo, com Laís Correia (directora de actores). Esta preparação foi fundamental. O envolvimento nas diferentes vertentes está a potenciar este resultado final. Temos um projecto de grande qualidade. Houve empenho, profissionalismo e entrega de uma equipa, desde a produção ao elenco passando pelos técnicos. O resultado está à vista. 
Como está a correr a parceria com a Joana Santos? 
Está a ser maravilhoso porque a Joana é muito trabalhadora e dedicada. Estamos muito atentos um ao outro. Cuidamos um do outro nas cenas. Isto é fundamental para que corra bem. O Duarte é uma personagem forte, apelativa? Não fazia novela há cinco anos e aceitei este projecto pelo papel e pelas pessoas ligadas a ele. Este Duarte não está satisfeito na vida e decide ir à luta. Enquanto actor é um desafio. 
E, depois, o ritmo que a produção de uma novela obriga... 
Estamos a falar de uma média de mais de vinte cenas por dia. É difícil para qualquer actor manter a frescura. 
Como explica a profusão de remakes a que assistimos? 
É uma opção de produção. Refazer algo é, à partida, mais fácil. Será também uma medida de contenção. Isto apesar de as abordagens dos serem arrojadas e envolverem muita produção e dinheiro. Acredito serem soluções mais económicas e inteligentes tendo em conta a conjuntura. 
Não será sinónimo de falta de criatividade? 
Acho que não porque este remake é, em termos de escrita, 98% diferente do original. É uma história adaptada aos nossos tempos e realidade e isto implica uma reescrita quase de base. Temos um esqueleto comum a nível de núcleos, de personagens, mas esta é a única semelhança porque o desenvolvimento vai implicar uma adaptação e, consequentemente, criatividade. 
Olhando para as novelas da concorrência, acha que há histórias fortes?
Não sou a pessoa indicada para falar da concorrência, mas olhando para a SIC acho que o ‘Dancin’ Days’ é um passo em frente na projecção internacional e na continuidade da qualidade da produção a nível de ficção. 
É difícil fazer novela? 
É. No sentido em que não podemos facilitar. É um trabalho sem rede e, como tal, temos de trabalhar o dobro para ter um resultado final mais coeso. 
Mas é estimulante? 
É, sobretudo pela camaradagem que existe neste projecto.

São camaradas, não amigos? 
Fazer amigos, amigos é extremamente complicado, mas é muito bom este ambiente que nos permite vir para aqui todos os dias, com um sorriso na cara.
Este é o seu primeiro trabalho para a SIC? 
É verdade. Um dos motivos que me fez voltar a fazer novela foi a possibilidade de trabalhar a primeira vez com a SIC e não podia estar mais satisfeito. Está tudo a correr maravilhosamente bem. Estou a ser super bem tratado e a competitividade que existe é extremamente saudável. 
O que foi mais difícil nestes quatro meses? 
Foi tudo complicado porque não estive só a fazer a novela. Além das responsabilidades pessoais acrescidas, uma vez que fui pai, estive com a peça ‘O Mercado de Veneza’, no Festival de Teatro de Almada. Foi muito exigente em termos de carga horária. 
Foi compensador saltar do plateau da TV para o palco? 
Muito.Tenho a felicidade de fazer o que mais gosto na vida, e ainda me pagam para isso, como se costuma dizer. É um privilégio e tenho a plena consciência dele e quero usufruir deste prazer que me é oferecido. E quem corre por gosto não cansa. 
As produtoras apostam nos seus actores? 
Sim, a SP Televisão, sobretudo, mas também a Plural e a TVI. É óptimo ter a SIC e também a RTP a apostar em vários formatos. É fundamental porque o mercado está escasso de oportunidades, existem tantos e tão bons actores desempregados, que é fundamental que as produtoras continuem o trabalho que estão a fazer porque sem elas esta profissão seria caótica. Já é tudo tão precário e a nossa condição de contribuintes é tão pouco justa que se não fossem estas oportunidades potenciadas pelos canais de TV e as produtoras seria uma desgraça. 
As portas do cinema não se fecharam para si? 
Tenho tido a felicidade de encontrar as pessoas certas e pessoas que sabem mais do que eu. E isso para mim é um desafio, porque o conhecimento não tem fim. Estou muito feliz por estar a ter este retorno ao cinema que é algo que eu adoro.
PERFIL 
Albano Jerónimo nasceu em Alhandra, há 33 anos. Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema. Faz teatro, cinema e televisão. Foi João Godunha, em ‘VIla Faia’ (RTP 1). E participou nas séries ‘Cidade Despida’, ‘Liberdade 21’ e ‘Mistérios de Lisboa’. É protagonista do remake ‘Dacin’Days’, SIC.
CM