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Os novos rostos do "Fátima" e os bastidores do programa

Em fase de adaptação 'ao formato, ao estúdio, ao plateau, às cadeiras', Merche Romero elogia o espírito que reina na Comunicasom: 'Aqui sente-se que todos juntos podemos fazer melhor. Não é fácil manter um programa diário. Falo de quem o faz, o produz, não de quem dá a cara por ele. Há uma equipa que tem de ser criativa, auscultar o público, saber o que ele quer...'
Quando recebeu o convite de Nuno Santos, director de Programas da SIC, para substituir Fátima Lopes (prestes a ser mãe), Merche ia a caminho do Porto, onde, até ao fim de Fevereiro, tem trabalho como manequim. Não hesitou em abraçar este projecto, o primeiro de outros. 'Não tive dúvidas. Não tem a ver só com este projecto. No futuro veremos', diz. E remata, misteriosa: 'A proposta foi feita assim.' Aos 32 anos, e depois de seis anos de televisão, Merche Romero diz-se mais madura: 'Cresci. Às vezes, a correria não nos deixa parar para pensar, para avaliar o que fazemos. Hoje controlo melhor a minha impulsividade', confessa a apresentadora que sonha conduzir 'um talk show ou um concurso', formatos que aproveitem melhor a sua 'vertente mais física'.
'Queria um programa com vida, alegria. Às vezes tenho de conter-me porque é preciso respeitar os diferentes formatos. Cada programa pede uma responsabilidade e um papel diferente', explica Merche Romero. No contrato com a SIC, diz não ter feito exigências. 'Só perguntei: ‘Posso vestir roupa da minha marca?’'. Da sua passagem pela RTP, a apresentadora lamenta a forma como foi surpreendida pelos acontecimentos: 'Nunca fui recebida pela nova direcção, a quem solicitei uma reunião. Nem o telefone me atenderam. Sei que os programas que fazemos podem terminar a qualquer altura. Sei também que a nova direcção não tinha de assumir os compromisso da direcção anterior, mas acho que merecia um esclarecimento', diz Merche Romero.
Na Comunicasom, o dia de trabalho começa antes das 08h00, hora da primeira reunião de planeamento do programa ‘Fátima’. Merche Romero e Carlos Ribeiro, os apresentadores, João Patrício, editor, João Guerreiro, realizador, e a espanhola Yolanda, directora de programas, são alguns dos 45 elementos da equipa presentes no primeiro encontro do dia. Em 15 ou 20 minutos discute-se o que vai ser o ‘Fátima’. Terminada a reunião, começa a azáfama. Chegam os primeiros convidados. Na maquilhagem, Merche, já vestida com a roupa com que faz o programa, é penteada e pintada. Nos 45 minutos em que a apresentadora se produz, Carlos Ribeiro relê as fichas de trabalho enquanto toma o pequeno-almoço. 'É muita informação para assimilar em pouco tempo. Ainda nos estamos a adaptar. Hoje é só o terceiro programa', explica.
Óscar Branco, o humorista, cumprimenta o apresentador e passa-lhe o guião do que vai ser o momento de comédia do ‘Fátima’. Com os alinhamentos na mão, Carlos Ribeiro esclarece: 'Temos uma rede de trabalho. Hoje à tarde, quando deixar o estúdio, já levo um alinhamento do programa de amanhã. Ao fim da tarde receberei outro, mais completo'. Apesar do guião há espaço para o improviso. 'O programa vive muito da espontaneidade', sublinha Carlos Ribeiro. Tertulianos e convidados fixos do programa chegam à Comunicasom e passam pela maquilhagem. Às 09h40, os primeiros acordes musicais irrompem pelos corredores. É a banda residente do ‘Fátima’ que começa o ensaio. A essa hora, o público, com caras habituais e contratadas, entra, ordeiro, no estúdio.
Às 09h55 começa a contagem decrescente e o frenesim de Eduardo Martinho e Gabriela Príncipe, assistentes de realização, e de uma mão-cheia de técnicos. Música, luzes, ordens e contra-ordens invadem o estúdio. Yolanda e Manolo Bello, sócio-gerente da Comunicasom, ultimam detalhes. Às 10h00, Merche e Carlos Ribeiro começam o ‘Fátima’ a cantar. O dia dos namorados dita a temática e o espírito do programa ao longo da semana. Ao longo de três horas desfilam convidados, cantam intérpretes, recebem-se telefonemas e ouvem-se histórias de amor. A Árvore das Patacas dá prémio grande, 26 500 euros. Depois da Joana, de seis meses, eleita a bebé do mês, é Max, o cachorro de olho azul, que enche o ecrã.
Às 13h00 ‘Fátima’ chega ao fim, depois de dois brevíssimos intervalos aproveitados para afinar pormenores. Carlos Ribeiro e Merche participam na segunda reunião do dia: 'Estes encontros são importantes, porque precisamos de um feedback, há situações a assinalar, corrigir... Uma coisa é fazer, outra é ver como o trabalho resultou', explica Merche, com a voz rouca a acusar uma faringite tratada a antibiótico.
OS SUBSTITUTOS DE FÁTIMA LOPES
CARLOS RIBEIRO
Aos 58 anos é um dos rostos mais populares da TV. Trabalhou 23 anos na RTP, onde apresentou ‘Jornalinho’, ‘Made in Portugal’, entre outros. Na TVI esteve sete anos e conduziu ‘A Vida é Bela’ e ‘Levem Tudo Menos a Casa’. Fez também longa carreira na rádio.
MERCHE ROMERO
Manequim e apresentadora. Tem 32 anos. Estreou-se no canal NTV. Na RTP fez ‘Praça da Alegria’, ‘Portugal no Coração’, ‘Noites de Verão’, ‘Uma Boa Aposta’ e ‘Factor M’, talk show das manhãs da estação pública. Criou a sua própria marca de roupa.
YOLANDA: PROFISSIONAL EXPERIENTE
De Yolanda, directora de programas da Comunicasom, Manolo Bello diz que é uma mais-valia na produtora: 'É uma espanhola que esteve nos Estados Unidos. Tem uma visão de fora, diferente. Veio ajudar a dinamizar a equipa'. Yolanda não fala com a repórter. Diz que é uma profissional de 'bastidores'. Tem mais de 20 anos de experiência em TV. Gosta 'da equipa' e do programa que 'funciona bem'.
fonte: CM