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Especial Michael Jackson a partir das 00:25

O horário nobre da SIC hoje é preenchido com dois programas de diversão. Logo após o “Jornal da Noite” não perca Pedro Miguel Ramos e Carolina Patrocínio com mais um “Tá a Gravar”. Depois do “Tá a GravarNuno Graciano trás os melhores apanhados internacionais com o “Não Há Crise”.
Assim sendo, “Salve-se Quem Puder” edição de famosos é apenas emitido amanhã depois da “Grande Reportagem SIC”.
Ainda hoje a não perder a partir das 00:25 um documentário sobre o rei da Pop Michael Jackson!

Luís Marques em entrevista

Director-geral da SIC garante que “quem manda na empresa é o dr. Balsemão”, mas no que diz respeito à operação corrente da estação o poder cabe-lhe a si e está “confortável com isso”.
Algumas pessoas, como Teresa Guilherme, vieram a público decretar a morte da SIC. Como reage a isso?
Parafraseando Mark Twain, as notícias da morte da SIC são bastante exageradas. Há pessoas que confundem desejo com realidade. Em 17 anos a SIC viveu bons e maus momentos, como todos os operadores. E conseguiu sempre recuperar, devido ao esforço, dedicação e profissionalismo dos seus colaboradores. É preciso separar a árvore da floresta. Em Outubro de 2008 iniciámos um processo de reestruturação, profundo e complexo, e é aí que nos temos concentrado. Queremos que a SIC seja um operador competitivo.
E sobre as críticas de Teresa Guilherme, que disse haver demasiada gente a mandar na SIC?
A Teresa Guilherme devia pôr as mãos na consciência antes de falar. Ela é responsável por algumas das graves situações que estamos a resolver, não só agora mas nos próximos anos. Basta ver a carteira de programas que ela nos deixou. Enquanto isso, a Teresa Guilherme pode estar os próximos dez anos sem trabalhar, disse-o ela. Esse conforto financeiro deve-o, pelo menos em parte, à SIC. A gratidão não é uma das suas qualidades.
O Herman José teve uma atitude semelhante...
Infelizmente não tínhamos nenhum projecto para o Herman. Relativamente às declarações que tem feito sobre a SIC, foram muito injustas. Estou certo de que a SIC sempre tratou bem o Herman e que ele teve uma atitude desproporcional, face a algo que é normal nesta actividade. O fim da relação contratual é normal e não justifica, nem desculpa, aquilo que o Herman disse.
Voltando à reestruturação, concretamente o que foi feito nos últimos seis meses?
Vendemos três empresas [iplay, TDN e Dialectus], alterámos a organização, definimos uma nova estratégia, aumentámos a produção interna, ajustámos o orçamento à realidade do mercado, o que não foi nada fácil. Temos em marcha um ambicioso projecto de investimento, apesar da crise. Isto não é visto de fora, o que leva as pessoas a dizerem alguns disparates.
A direcção de Informação e de Programas têm vários directores. Está prevista uma reorganização?
Já houve algumas mudanças. Na direcção de Informação, por proposta do director, Alcides Vieira, introduzimos alterações para tornar mais ágil o processo de comando da direcção de Informação. Acredito que vamos introduzir ainda algumas melhorias para tornar mais eficiente a gestão da redacção.
A Informação continua a ser uma aposta muito forte …
A Informação é uma grande marca da estação, um activo muito forte, já que o núcleo duro da redacção é fundador e tem grande ‘know how’. Algumas pessoas vacilam quando olham para as audiências, mas é preciso ver mais longe. Vacilar às primeiras contrariedades foi o que, em parte, conduziu a SIC ao ponto em que estava!
Apesar de tudo, o ‘Jornal da Noite’ continua a ser o menos visto...
Como já referi, a importância da Informação não se mede apenas pelas audiências. No caso do ‘Jornal da Noite’, no entanto, estamos muito satisfeitos com o seu desempenho, dado que tem audiências sempre acima da média da estação. Pode, obviamente, fazer melhor. Mas isso tem a ver com o contexto da nossa oferta e não com a qualidade do jornal.
E no que diz respeito à entrevista de Ana Lourenço a José Sócrates? Foi a menos vista de todas as que deu como primeiro-ministro...
O resultado da entrevista não teve a ver nem com a entrevistadora [Ana Lourenço], nem com o entrevistado [José Sócrates]. Teve a ver com o contexto político.
Faz elogios aos profissionais da SIC, mas alguns manifestam, para fora da empresa, descontentamento em relação a si...
Não conheço essas críticas. Internamente não me chegam, mas também não estou aqui para agradar a toda a gente, ficou muito claro quando assumi este lugar. Quero defender os interesses da empresa, definir uma estratégia. Para mim, o dever de um quadro de uma empresa é defender a empresa e os interesses da empresa. Se o fazem, lamento.
E como é a sua relação com Bastos e Silva, anterior director-geral?
Sempre foi boa e continua. O dr. Bastos e Silva é membro da Comissão Executiva e todas as semanas temos reuniões.
No que diz respeito às audiências, as coisas têm estado difíceis para a SIC.
Nós estávamos preparados para esta fase difícil. Há pessoas que têm uma enorme capacidade de prever o futuro. Sou uma pessoa normal e, por isso, só consigo antecipar, por exemplo, que uma final entre o Barcelona e o Manchester United é capaz de ter mais audiência do que os ‘Malucos do Riso’. Gerimos o que temos, com enormes constrangimentos orçamentais. Apesar disso, a SIC já está mais competitiva e vai estar ainda mais. Mas também analiso a concorrência e sei quais são os seus pontos fortes e fracos.
E como prevê o futuro da SIC?
Prevendo nós que a primeira fase do ano seria mais difícil, preparámos uma segunda fase que prevemos seja melhor, com apostas que já estavam pensadas há meses. É o caso de ‘Salve-se quem Puder’ e outras que virão. A nossa estratégia foi delineada no final do ano passado e está agora a entrar em prática de forma mais consistente. O ‘day time’, a partir do dia 29, vai mudar e só podíamos fazer essa alteração agora, nomeadamente por razões contratuais. E estamos a preparar mudanças mais significativas para Setembro. O percurso que vamos ter é difícil e demorado. Não ando aqui a vender ilusões a ninguém.
Os constrangimentos contratuais são com a Comunicasom. Essa relação já está definida?
Ainda não. O contrato como está não será renovado. Queremos manter a parceria mas não nos mesmos moldes. Estamos a trabalhar com eles no programa de Verão, fora do estúdio, até para isso nos permitir fazer algumas mudanças que queremos introduzir nos programas. E estamos a trabalhar no contrato para quando regressarmos a estúdio, em Setembro.
Faz sentido voltar a estúdio com programas personalizados, como o ‘Fátima’?
Estamos a repensar isso tudo. Temos um projecto a que chamámos Projecto Inovar, constituído por um conjunto de equipas que estão a trabalhar em várias áreas e já temos as conclusões praticamente fechadas. A única coisa que posso dizer é que os programas não serão os mesmos, não terão os mesmos conteúdos e também não serão feitos no mesmo sitio.
As receitas publicitárias têm estado em queda. Espera que melhorem com a subida das audiências?
Estamos todos conscientes que este é um ano muito difícil. Isso obrigou-nos a uma revisão orçamental logo no início do ano. Mas ninguém está seguro do que acontecerá até ao final do ano. Os sinais são contraditórios. Se mantivermos o desempenho dos primeiros meses, poderemos fazer um ano relativamente confortável.
E em termos de audiências, qual é o objectivo?
O objectivo definido no final de 2008 para este ano é atingir uma audiência de 23,5 a 24 pontos de share. Se fechássemos hoje o mês, estaríamos dentro desse objectivo. Mas nada nos diz que não poderemos estar melhor.
Concorda com a decisão do Regulador (ERC) em relação ao jornal de Manuela Moura Guedes, na TVI?
Há um excesso por parte da ERC nessa matéria. Não concebo que possa ser a ERC a definir o que é o bom e o mau jornalismo. Isso cabe-nos a nós, jornalistas, e aos consumidores. Haver uma entidade que diz que determinado jornal não respeita as regras é uma tentação imprópria de um País democrático. No caso da Manuela Moura Guedes, o jornal tem coisas boas e más como os outros. Quem gosta vê, quem não gosta não vê.
E às críticas de José Eduardo Moniz aos gastos da SIC, com os programas de Verão, como responde?
Não entro nesse jogo. Esta actividade é tão importante que os seus responsáveis tudo devem fazer para evitar o circo à sua volta. E, já agora, também não é aconselhável atirar pedras para o ar... Nunca se sabe onde estão os telhados de vidro. Quero colocar as questões num plano institucional. Nesse plano, por exemplo, acho que a RTP, para minha surpresa, tem adoptado praticas de contra-programação que acho impróprias para um serviço público de TV.
Tem saudades da RTP?
Não. Tenho saudades dos amigos que lá deixei e dos excelentes profissionais que lá trabalham. O resto é uma história bonita e estimulante, manchada nos últimos meses por uma lição de hipocrisia e cinismo, que não esquecerei tão cedo.
Quando era administrador da RTP defendia a publicidade no canal público. Ainda tem a mesma opinião?
O problema é complexo. A forma que se encontrou na RTP para resolver o problema do endividamento foi muito difícil. O problema que se coloca no futuro é que serviço público temos e quanto é que os portugueses devem pagar por esse serviço. Haver ou não publicidade na RTP depende das respostas que forem dadas a essa questão. O Estado aqui tem de ter coragem para assumir que tem uma empresa pública com uma dívida muito grande e que, portanto, tem de haver uma solução para essa dívida.

PERFIL
Luís Marques nasceu em Pombal há 56 anos. Frequentou os cursos de Gestão e Direito, em Lisboa, mas acabou por iniciar a vida profissional nos jornais. Começou no já extinto ‘Luta Popular’, passou pelo ‘Tal & Qual’ e ajudou a fundar o ‘Expresso’ ao lado de Francisco Pinto Balsemão. Em 2003 assumiu o cargo de administrador na RTP e em 2008 regressou ao grupo Impresa, como consultor. Desde Janeiro deste ano que assumiu a direcção-geral da SIC.
"QUE O INCÓMODO LHES FAÇA BOM PROVEITO"
Luís Marques assume que concentrou o poder na sua pessoa, "em termos da operação corrente". Porém, lembra: "Há uma comissão executiva e é naturalmente ao presidente da empresa, o dr. Francisco Pinto Balsemão, que cabe a última palavra. É ele que manda na empresa. Não há dúvida sobre este facto, a não ser para aqueles que querem lançar a confusão. Sou director-geral e sinto-me confortável, mas entendo que isso incomode algumas pessoas. Que o incómodo lhes faça bom proveito. Nunca precisei, nem preciso, de me colocar em bicos de pés para ser quem sou. Não preciso nem quero disputar espaço na imprensa".
"QUEM MANDA É O DR. BALSEMÃO"
Luís Marques garante que a relação com Francisco Pinto Balsemão é "boa. Sempre o foi". E sublinha: "Trabalho no grupo há 28 anos, desde que entrei para o ‘Expresso’. Fui fundador da SIC e saí em 2001. Tenho uma boa relação profissional e pessoal com ele. E há naturalmente muito respeito, desde logo hierárquico". Sobre o seu regresso ao grupo Impresa, admite, "deve-se ao dr. Balsemão". Depois da saída da administração da RTP "tinha outros planos de vida, que não passavam pela comunicação social", assume Luís Marques e garante que só aceitou o convite "dirigido pessoalmente" por Pinto Balsemão porque tem "a obrigação de defender os valores que o dr. Balsemão defende para o jornalismo, como a liberdade e a independência, valores que, infelizmente, tão maltratados têm sido ultimamente".
NUNO SANTOS
"Há um mundo para mim um pouco estranho que é este mundo dos recados na imprensa", é assim que Luís Marques olha para a outrora boa imprensa do seu director de programas, Nuno Santos. "É-me muito estranho, por uma questão de feitio e de carácter, esta questão da imprensa. Por isso não sei muito bem se ele [Nuno Santos] tem boa ou má imprensa", explica e acrescenta: "Claro que quando as coisas correm bem as pessoas têm boa imprensa, quando correm mal, têm má, é natural. O que me interessa não é a boa ou má imprensa do Nuno Santos, mas sim a boa ou má imprensa da SIC. E nisso a SIC tem sido muito injustiçada".
Sobre a relação que mantém com Nuno Santos, diz: "Não distingo a relação que tenho com ele e com os outros directores, tal como aconteceu na RTP. Para mim são todos iguais. Não trato ninguém de forma diferente. Por isso tenho a mesma relação profissional com o Nuno ou com o Alcides Vieira, independentemente das boas relações pessoais".
AS CRÍTICAS DE TERESA E HERMAN
Teresa Guilherme e Herman José vieram a público criticar a SIC. A produtora, depois de dar por concluídas as ligações à estação, disse mesmo que a SIC não passaria do final deste ano. No momento da saída, Teresa Guilherme lucrou cerca de 4 milhões de euros. Semelhante atitude teve Herman José. O novo apresentador da TVI diz que "a SIC não tem um chefe, mas sim vários", sendo esse "um dos motivos" para a falta de orientação que o canal atravessa.
fonte: site CM

"Perdidos e Achados" hoje na SIC

Em Outubro de 1997, 67 jovens de vários pontos da Madeira tentaram a sorte num concurso público para candidatos a guardas florestais. O objectivo era percorrer mais de oito quilómetros entre a Fajã da Nogueira e o Pico do Areeiro, no mínimo tempo possível, para garantir lugar nas 16 vagas existentes. O mau tempo e a falta de condições existentes acabaram por dar um desfecho inesperado a este dia – três mortos e 21 feridos.Foi Gonçalo Pereira que terá pedido que levassem roupa leve, calções e t-shirt porque o trajecto ia ser longo. O Sr. Gonçalo, como todos o tratam, era o responsável pelo percurso e pela prova. O braço direito de Rocha da Silva, director Regional de Florestas.Encontraram-se perto das 8 da manhã no Funchal para cerca das 10h00 darem o início ao percurso. Foi dada a partida e os jovens começaram a prova com alguns chuviscos. Logo no início começaram a perder-se. Com o passar do tempo, as condições meteorológicas agravaram-se. Os candidatos, quase todos de calções e t-shirt, começaram a sentir frio, cansaço e fome. A sinalização do percurso revelou-se deficiente e difícil de detectar no meio do nevoeiro. A agravar o cenário havia apenas três guardas para todo o percurso, sem equipamento de contacto para uma eventualidade. O Pico do Areeiro, o final da prova, era o único local com acesso automóvel. Nesse local estava, desde as 13h00, uma única ambulância preparada para tratar eventuais ferimentos ligeiros.Na corrida contra o tempo estavam Miguel e o melhor amigo, Miguel Ivo. Os dois do Garajau, os dois com pouco mais de 18 anos, ambos tentavam a sorte em nome de um futuro melhor e de empregos estáveis. Mas Miguel começou perceber cedo que o dia podia não correr bem. Duas horas após o início da partida começou a sentir os primeiros sinais de hipotermia. O tempo tinha agravado, entretanto, e a chuva, como contou, parecia alfinetes. Não se via mais de 1 metro e meio. Miguel acabou por dizer ao melhor amigo que precisava de parar para descansar e pediu-lhe que continuasse para não esfriar. Foi a últimas vez que se viram.O alerta às autoridades só aconteceu depois das 17h30, depois da confirmação da primeira morte dada pelo hospital do Funchal. Os meios foram accionados pela Protecção Civil. Gonçalo Pereira, o coordenador do concurso, nunca pediu ajuda e garantiu que tudo estava controlado quando questionado, por telefone, pelo Director Regional de Florestas, que se encontrava num casamento no Funchal.Gonçalo Pereira foi condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa. O Director Regional das Florestas, Rocha da Silva, foi sujeito a uma multa de três mil euros e mantém-se no mesmo cargo.Doze anos depois da subida ao Pico do Areeiro, o “Perdidos e Achados” regressou à Madeira e foi refazer o percurso. Ouvimos sobreviventes, socorristas, a protecção civil. Ouvimos as memórias daquele dia fatídico e foram-nos recusados os pedidos de entrevistas aos responsáveis da prova. A verdade é que passados estes 12 anos há ainda quem não tenha desistido de pedir que seja feita Justiça. Para ver hoje, na SIC, a partir das 21.00.
fonte: DN