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Grande Reportagem no Dubai

Manuel Janeiro emigrou para o Dubai há 25 anos, quando perdeu o emprego na Lisnave.
O Dubai era uma pequena cidade quente no deserto, mais pequena do que Corroios, na margem Sul do Tejo, de onde Júlia Janeiro só partiu um ano mais tarde, quando o marido já tinha lugar firme no estaleiro do Dubai.
O estaleiro crescia apoiado na experiência de 300 trabalhadores portugueses, “a fina flor da Lisnave”.
Nos primeiros tempos, Júlia não saía de casa sozinha. Estranhou as roupas e os costumes das arábias. À porta de casa do casal Janeiro passavam camelos, os carros contavam-se pelos dedos, havia deserto onde hoje há arranha-céus e marinas e avenidas com seis faixas.
João Sardo, João Maia Dias e Tiago Soares aterraram há poucos meses na cidade dos superlativos, onde cada novo projecto é o maior, o mais exuberante, o mais megalómano.
Milhares de imigrantes constroem primeiro mundo com salários e condições de vida de terceiro mundo.
Construiram em tempo recorde as maiores ilhas artificiais do mundo, o maior arranha-céus do mundo, os maiores centros comerciais do mundo.
A crise pôs um travão aos projectos do emirado rebelde dos Emirados Árabes Unidos, mas o Dubai continua a ser a cidade plasticina, num jogo de Sin City a céu aberto.
Diz-se que é o parque de diversões do mundo árabe. Diz-se que é um sonho futurista e um pesadelo do capitalismo tardio.

A ‘Grande Reportagem SIC’ deste Domingo mostra-lhe o Dubai pelos olhos de oito portugueses que vivem na cidade.
Ficha Técnica:
Jornalista: Miriam Alves
Imagem: Jorge Pelicano
Edição de Imagem: Ricardo Tenreiro
Grafismo: Isabel Cruz
Produção: Isabel Mendonça e João Nuno Assunção
Coordenação: Cândida Pinto

Pedro Miguel Ramos em entrevista

Regressou ao pequeno ecrã em Outubro, após alguns anos de pausa, e confessa que não gosta “da geração de apresentadores que entrevista a fazer carinhas para a câmara e a querer ter piada”.
Está contente com o ‘Tá a Gravar de Verão’?
É sempre bom sentirmo-nos úteis e requisitados pela estação que representamos. O ‘Tá a Gravar’ foi um programa importante para a SIC nos últimos nove meses e o seu reposicionamento, num horário de grande responsabilidade [de acesso ao prime-time], motiva-nos ainda mais e obriga-nos a ser mais criativos.
É o género de programa que gosta de apresentar?
Foi com este programa que regressei à SIC, em Outubro. A avaliar pelas audiências de quase um ano, o balanço não pode ser mais positivo. Por isso, este tem sido o programa certo para estar enquanto apresentador. Agora, não escondo que gosto mais de fazer formatos em directo, se possível com dezenas ou milhares de pessoas em redor e com liberdade de palco e actuação. Mas estou sempre pronto para a luta e para avaliar qualquer tipo de desafio!
Preferia um formato em directo, então. De que tipo?
A minha experiência profissional na rádio e TV sempre viveu do directo. Poucos foram os formatos que apresentei preso a um teleponto e gravados. Por isso, é natural que sinta muita falta da adrenalina dos directos. Foi assim que cresci no passado e quero continuar a crescer no futuro.
E do ‘TGV’, com a Carolina Patrocínio e o João Manzarra, gosta?
É uma aposta da SIC que está a ter excelentes resultados.
O que disse à Carolina sobre a sua prestação?
Enviei-lhe uma mensagem para o telemóvel que dizia: ‘Karol do meu coração, sou teu fã!’
E dá-lhe algumas dicas?
Aprendemos mutuamente. A Carolina, apesar da sua juventude, sabe muito bem o que quer e o que faz. É óptimo trabalhar com uma mulher inteligente e humilde.
Sente que é necessário inovar nos apresentadores?
Sem dúvida, até porque as caras que estão associadas ao entretenimento em prime-time são sempre as mesmas. Mas importa também controlar esse acesso. Lembro-me que, quando comecei a fazer rádio, só tive oportunidade de fazer um directo muitos meses depois, e o mesmo aconteceu com a televisão. Existia uma maior exigência e mais profissionais a ensinar. Particularmente, não gosto da geração de apresentadores que entrevista a fazer carinhas para a ‘câmara’ e a querer, forçosamente, ter piada!
O Pedro já fez muitas coisas. Que programas faltam hoje na TV portuguesa?
Programas simples, que sejam vividos no quotidiano do espectador em geral. Onde se fale de uma cultura urbana emergente, de tendências na ecologia, música, moda, etc... Valores que despertam um interesse cada vez mais global.
Gostava de recuperar algum formato? E lembro-me de ‘Big Brother’...
O ‘Big Brother’ foi um fenómeno. O maior na TV da minha geração. Foram anos de trabalho intenso, um grande desafio.
Que programa o marcou mais?
O ‘Flashmoda’, na RTP. Foi o primeiro projecto de minha autoria e onde me estreei como apresentador. Da autoria à produção, passando pela apresentação, aprendi a fazer de tudo um pouco.
Como é a sua relação com a Teresa Guilherme?
Não temos falado muito, mas a Teresa é uma amiga especial, de quem gosto muito. Uma excelente profissional com um feitio muito próprio.
Que projectos tem para além da TV?
Continuar a gerir a marca amo.te e apresentar, a médio prazo, o primeiro hotel amo.te. E tenho uma agência de comunicação, a Brand Rouge, que é o desafio mais recente.
Acha que o mundo da TV está em crise? Ou é mais uma crise de valores?
A TV vive em crise há alguns anos. Crise de ideias e de novos conteúdos. Quando, em 2001, um pouco cansado do panorama televisivo, parti em busca da experiência de criar e gerir uma marca (amo.te) já se falava nisso.
Que projecto gostaria que o Nuno Santos [director de Programas da SIC] lhe desse a seguir?
O Nuno é um óptimo estratega e saberá melhor do que ninguém onde posso ser útil à SIC. Ele conhece o meu trabalho desde o tempo da Rádio Energia, onde foi pela primeira vez meu director. Sabe que gosto de desafios e que sou um corredor de fundo.
Alguma vez pensou em representar?
Não! Nunca. Não sei bem porquê, mas nunca tive essa vontade.
Ajuda a sua mulher a ensaiar as personagens?
Pois… também não. A Fernanda tem uma memória única… Lê uma vez meia dúzia de páginas e fixa de imediato todo o texto, sou incapaz de o fazer. Para além de ser uma brilhante actriz (risos).
Os seus filhos costumam vê-lo na TV?
Sim. Aplico-me numa saudável táctica de convencê-los de que o Benfica é um clube de futuro e que devem ver a SIC, pois, para além do programa do pai, até transmitiu os primeiros jogos de pré-época do nosso clube (risos). Mas a mãe não dá muito espaço e, quando viro costas, muda para a TVI.
Tem duas filhas e um filho. Sente-se um homem só, entre tantas mulheres? Ou um sortudo?
Um sortudo por ser feliz e por perder cada vez menos tempo da minha vida com coisas supérfluas. Gosto de construir, viver e amar.
PERFIL: 'SOU UM COMUNICADOR'
Pedro Miguel Ramos nasceu a 26 de Junho de 1971. Integrou a redacção da SIC e saiu para a Rádio Energia. Trabalhou na RTP e na TVI, onde apresentou ‘Big Brother’, com Teresa Guilherme. Deixou a TV para lançar a cadeia de bares amo.te e, mais recentemente, a agência de comunicação Brand Rouge, até porque se assume 'um comunicador'. Pedro Miguel Ramos é casado com Fernanda Serrano com quem tem três filhos: Santiago, Laura e Maria.
fonte: CM