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Grande Reportagem no Dubai

Manuel Janeiro emigrou para o Dubai há 25 anos, quando perdeu o emprego na Lisnave.
O Dubai era uma pequena cidade quente no deserto, mais pequena do que Corroios, na margem Sul do Tejo, de onde Júlia Janeiro só partiu um ano mais tarde, quando o marido já tinha lugar firme no estaleiro do Dubai.
O estaleiro crescia apoiado na experiência de 300 trabalhadores portugueses, “a fina flor da Lisnave”.
Nos primeiros tempos, Júlia não saía de casa sozinha. Estranhou as roupas e os costumes das arábias. À porta de casa do casal Janeiro passavam camelos, os carros contavam-se pelos dedos, havia deserto onde hoje há arranha-céus e marinas e avenidas com seis faixas.
João Sardo, João Maia Dias e Tiago Soares aterraram há poucos meses na cidade dos superlativos, onde cada novo projecto é o maior, o mais exuberante, o mais megalómano.
Milhares de imigrantes constroem primeiro mundo com salários e condições de vida de terceiro mundo.
Construiram em tempo recorde as maiores ilhas artificiais do mundo, o maior arranha-céus do mundo, os maiores centros comerciais do mundo.
A crise pôs um travão aos projectos do emirado rebelde dos Emirados Árabes Unidos, mas o Dubai continua a ser a cidade plasticina, num jogo de Sin City a céu aberto.
Diz-se que é o parque de diversões do mundo árabe. Diz-se que é um sonho futurista e um pesadelo do capitalismo tardio.

A ‘Grande Reportagem SIC’ deste Domingo mostra-lhe o Dubai pelos olhos de oito portugueses que vivem na cidade.
Ficha Técnica:
Jornalista: Miriam Alves
Imagem: Jorge Pelicano
Edição de Imagem: Ricardo Tenreiro
Grafismo: Isabel Cruz
Produção: Isabel Mendonça e João Nuno Assunção
Coordenação: Cândida Pinto

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