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F16 em reportagem nos Sobreviventes de segunda-feira

No dia 28 de Janeiro de 2008, um caça F-16 despenhou-se nos arredores da base aérea de Monte Real. O tenente-coronel João Pereira, que no ar é conhecido por Skipper, realizava um voo de ensaio quando a aeronave começou a dar sinais de uma avaria grave. 
Decidiu abortar o teste mas o avião contrariou todas as tentativas de uma aterragem segura. João Pereira viu-se perante o maior desafio da sua vida. A sua primeira preocupação foi a de afastar o avião da aldeia que se situa perto da base de Monte Real. Depois, salvar a própria a vida. O avião despenhou-se na mata de Leiria e provocou apenas um pequeno incêndio. João Pereira conseguiu ejetar-se a tempo e não sofreu qualquer ferimento. Há 25 anos na Força Aérea, Skipper tem mais de 3500 horas de voo, mais de metade dentro de um F-16. Foi graças à sua experiência e sangue frio que tudo correu bem. Não ficaram nem medos, nem inseguranças. 
Dois dias depois, João Pereira quis voltar aos comandos de um caça. Este foi o 2º acidente com um F-16 na história da Força Aérea Portuguesa. O primeiro ocorreu em 2002 e causou a morte imediata do piloto. Um reportagem com coordenação de Lúcia Gonçalves.

Sobreviventes sobre o P.A.I.G.C.

Uma reportagem de Lúcia Gonçalves
As vidas de Duarte Fortunato, António Teixeira, Manuel Vidal e António Baptista cruzaram-se na prisão da Guiné Conacri, quando decorria a guerra colonial. 
O 1º cabo Duarte Dias Fortunato foi capturado pelas tropas do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde no dia 22 de Fevereiro de 1971. 
Foi durante a operação “Mabecos” que caiu nas mãos no inimigo. Nos primeiros 6 meses de cativeiro, era interrogado dia sim, dia não e castigado sempre que não colaborava. Esteve preso durante 3 anos e 8 meses. António Teixeira, condutor do exército, estava sozinho junto da viatura quando quatro homens do P.A.I.G.C. o cercaram. Sem escolha, seguiu com os guerrilheiros pelo mato e temeu perder a vida logo ali. 
Chegou à prisão de Conacri 2 dias depois. Manuel Vidal estava prestes a entrar ao serviço, no posto de vigilância, quando foi surpreendido pelos homens do P.A.I.G.C. 
Quando chegou à prisão de Conacri ficou isolado num quarto. Durante meses sobreviveu a arroz e água. António Baptista chegou à Guiné na véspera de Natal de 1971. Foi colocado no quartel de Saltinho, onde esteve apenas 4 meses até ser apanhado pelo inimigo numa emboscada. Depois do seu desaparecimento, foi dado como morto pelo exército português. 
Na pequena freguesia de Crestins, em Moreira da Maia, foi feito um funeral em nome da sua alma. Mas António regressou. Durante 29 meses, esteve junto com os outros militares, na prisão da Guiné Conacri. Perdidos no tempo, os prisioneiros enfrentaram um cativeiro sem saber se alguma vez voltariam à vida que deixaram em Portugal. 
Debateram-se com a incerteza, o vazio, a solidão. A revolução de Abril trouxe-lhes a liberdade. As marcas ficaram para sempre. 
Um reportagem com coordenação de Lúcia Gonçalves.

Sobreviventes retrata o Acidente na A4


Sandro Borges tinha apenas 21 anos quando um acidente de carro lhe roubou o sonho de vir a ser jogador de futebol. Começou cedo a dar os primeiros toques na bola, quando ainda vivia no bairro da Cova da Moura, em Lisboa. Aos 17 anos muda-se para o Porto para ingressar no Boavista, mas 4 anos passados e alguns azares depois, acaba numa equipa da 3ª divisão dos Açores. Desapontado com o rumo da carreira, regressa ao Porto no dia 16 de Maio de 2005. Nesse dia, tudo mudou. Sandro seguia na A4 com José Boswinga, Nélson, Edu e Jaime Linares, todos jogadores de futebol. Regressavam de Paços de Ferreira, de um jantar entre amigos, quando a chuva e uma curva perigosa traçaram o desfecho daquela noite. O carro despenhou-se numa ravina e Sandro foi projetado. Soube, naquele momento, que nunca mais ia jogar futebol. Os outros 4 ocupantes saíram ilesos do acidente. Sandro foi encaminhado para o Hospital de S. João e nessa mesma noite soube que teria de amputar parte da perna esquerda. Não foi fácil para Sandro encarar a mudança, o fim de um sonho, a obrigação de novo começo. Mas não desistiu da vida, nem do desporto. Fintou todos os obstáculos e hoje, 6 anos depois, é como ciclista que tenta chegar ao topo. Treina todos os dias para, em 2012, competir nos Jogos Paraolímpicos de Londres. Um reportagem com coordenação de Lúcia Gonçalves.

Sobreviventes com a história do médico que é doente

segunda-feira no Jornal da Noite
O que acontece quando o doente é o médico?
E quando a doença é um cancro em estado avançado?
Foi este o desafio que uma equipa de profissionais do Hospital de Santo António, do Porto, teve de enfrentar. Sollari Allegro era presidenrte do conselho de administração do Santo António quando descobriu que tinha um tumor no reto, já com metástases pulmonares. Demitiu-se e decidiu enfrentar o cancro à sua maneira. Quis ser tratado no hospital que foi sempre a sua casa e nunca parou de trabalhar. Assumiu a doença perante colegas, familiares e alunos. Uma equipa da SIC acompanhou durante um ano Sollari Allegro na sua luta contra o cancro. Uma reportagem que é um relato inédito e intimista. 
 Um reportagem com coordenação de Lúcia Gonçalves.

Um espaço informal e nova imagem na Informação da SIC

Um novo cenário e grafismo renovado são as novidades que a informação da SIC vai apresentar na segunda-feira. Uma "imagem renovada", num espaço "mais informal" e que permita mais agilidade são os objectivos da mudança, adianta à Correio TV Alcides Vieira, director de Informação da estação.
Além disso, as obras efectuadas em Carnaxide vão permitir que o estúdio reservado ao ‘Jornal da Noite’ e ao ‘Primeiro Jornal’ sirva para gravar outros programas, nomeadamente algumas das novas apostas da estação, que vão entrar em grelha em Setembro e Outubro. 
‘Sobreviventes’ é uma das novas apostas e vai dar a conhecer casos de portugueses que passaram por situações limite, entre a vida e a morte, mas que deram a volta por cima. Uma visão "positiva", diz Alcides Vieira. As outras novidades são ‘O Meu Pequeno Mundo’ e ‘Bem Vistas as Coisas’, um espaço de autor com o cunho de Augusto Madureira. Até ao final do ano, também a SIC Notícias deve apresentar novidades.