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Depois de Alberto João Jardim vem Sargento Luís Gomes

O jornalista veterano terá como convidado na segunda emissão do formato de entrevista que conduz na SIC generalista o sargento Luís Gomes. Após a estreia, na segunda-feira transacta, marcada pela presença do polémico Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, seguir-se-lhe-á alguém não tão controverso enquanto figura, mas cuja vida, nos últimos tempos, encerra um caso recheado de celeuma.
Trata-se, pois, do pai "afectivo" de Esmeralda, a menina de Torres Novas, que tem vindo a travar uma verdadeira epopeia jurídica contra o pai biológico da criança, por forma a poder consubstanciar perante a lei a sua efectiva adopção.
O sargento Luís Gomes chegou mesmo a enfrentar um tempo de clausura por trás das grades, tendo sido acusado de rapto, o que mobilizou acesas paixões, inclusivé, por parte de figuras públicas que saíram em sua defesa. Agitadas as hostes, o tema da adopção voltou a estar na ordem do dia e a pautar a agenda do país.
Agora, Mário Crespo terá, com o seu estilo inconfundível, a oportunidade de confrontar Luís Gomes sobre os desígnios que o movem na sua contenda, bem como acerca da entrega de Esmeralda ao pai biológico.
fonte: JN

Programa de Mário Crespo fica nos 21,6%

A SIC estreou ontem após o "Jornal da Noite" o programa de entrevistas onde o primeiro convidado foi Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira. Neste primeiro "Mário Crespo entrevista..." o jornalista deslocou-se ao Funchal para fazer a entrevista. O programa teve 9,7% de rating a que corresponderam 21,6 pontos percentuais de share.

Mário Crespo > "Tenho um papela na informação"

Mário Crespo estreia hoje, às 21h00, um novo programa de entrevistas, na SIC. A primeira conversa é com Alberto João Jardim, que considera um “excelente convidado”.
Começa um novo programa. Em que consiste?
Consiste numa réplica daquilo que tenho feito na SIC Notícias durante estes oito anos. É uma entrevista que dura meia hora. A única diferença para mim é ser na antena aberta. É a diferença entre 100 mil e um milhão. Os convidados vão continuar a ser do mesmo calibre de até aqui. Variam entre Mário Soares e Lobo Antunes, José Saramago e Alexandre Quintanilha, Ramos Horta e Xanana Gusmão. Tudo o que tiver interesse público e tenha uma história para contar, que tenha algo a dizer sobre a nossa vida pública. Acho que nesse momento temos de estar atentos a isso também.
Quem é o primeiro entrevistado?
Vou entrevistar o Alberto João Jardim. Vai ser um arranque auspicioso. Vou à Madeira entrevistá-lo. Foi uma escolha muito deliberada, sobretudo na sequência do veto presidencial, da atitude parlamentar à região autónoma dos Açores. A problemática regional impõe-se novamente. O dr. Alberto João tem certamente uma palavra a dizer sobre isto. Depois é uma personalidade com imensa força e cor na nossa vida pública e política.
E algo controverso, também...
Somos todos. Não o acho mais controverso do que muitos outros. É mais vocal e tem uma maneira de actuar que dá nas vistas. O que o torna ainda mais num excelente convidado para o meu primeiro programa. Estarei em directo da Madeira. Vou no domingo e entrevisto-o na segunda em directo para a SIC generalista às 21h.
Não vai ser um programa preso ao estúdio.
Não, de todo. Se o Barack Obama me desse uma entrevista estava lá amanhã! Já estava a caminho!
Qual foi a que o tirou mais do sério? Odete Santos a tecer ‘elogios’ á ministra da Educação ou a célebre cena com Valentim Loureiro?
É um ambiente muito calmo. A haver algum mérito no que faço, ou no ambiente que construo ali, é que é absolutamente idêntico a uma conversa cá fora, normal. Tento que seja uma réplica de uma conversa no sentido real e normalmente as perguntas que faço são perguntas que me interessam pessoalmente e confio que interessem à maior parte das pessoas. Provavelmente por isso as pessoas se sintam tão à vontade. No caso de Odete Santos, ela sempre teve uma linguagem muito metafórica. Aquilo foi dito num contexto político e metafórico. O ambiente, tento sempre que seja o mais elevado e pela regra é. Não há um momento que consiga distinguir como o mais ‘intenso’. Obviamente toda a gente fala da entrevista do Valentim Loureiro. Ele estava muito crispado e eu estava muito crespo. A haver algum elemento foi a diferença de estilos e de personalidades. Nunca achei que isso fosse um marco muito especial na minha maneira de estar na informação e também não creio que a entrevista o tenha alterado a ele. A maneira como a entrevista acabou foi ele a dizer que nunca mais falava comigo e nunca mais vinha. E eu a dizer-lhe: é pena porque o senhor é um excelente entrevistado. E é algo que mantenho.
O ’60 Minutos’ vai continuar?
Sim, claro. Nada muda a não ser na segunda-feira, que por razões óbvias não posso fazer o jornal à noite. De modo que houve uma alteração na grelha da SIC Notícias. A edição da noite é prolongada por uma hora.
Já dura há quanto tempo?
Aqui tem a duração da SIC Notícias. Oito anos, sempre comigo. Muita gente pergunta porque é que não fazemos uma edição portuguesa. Respondo sempre a mesma coisa: Precisávamos de uma redacção do tamanho da da SIC inteira para conseguir produzir aquilo.
Esteve na RTP e agora volta ao sinal aberto. É bom?
Sinto pouco isso porque temos na SIC Notícias uma marca nacional tão vincada, que a haver uma taxa de reconhecimento das pessoas... tenho a sensação que hoje sou mais identificado pelo trabalho que faço na SIC Notícias do que pelo que fiz na RTP, embora o trabalho na RTP se tenha prolongado por mais 20 anos.
Tem a noção que as pessoas lhe reconhecem credibilidade?
Seria de uma imodéstia muito grande admitir que sim. Mas também seria de uma falta de realismo dizer que não. Sei que tenho um papel na nossa informação. Tenho trabalhado para ele há décadas. Faz parte da minha vida. Ser jornalista é a minha vida. Sem isso ela seria muito incompleta.
Tem saudades da RTP?
Neste momento não. Não trocava a SIC por rigorosamente nada. Acho que as dificuldades que a indústria privada está a atravessar nos fazem redescobrir energias novas. Esta ida para o canal generalista é uma dessas iniciativas. A RTP foi uma época da minha vida. Houve um período em que pensei que podia fazer carreira na RTP. Mas a dependência estatal e sobretudo a dependência política é uma carga muito grande.
Essa dependência intensificou-se com o passar dos anos?
Quando vejo o ambiente em que trabalho, de total liberdade e não deve haver muitos órgãos de comunicação no mundo com este ambiente de autocrítica e troca de impressões do mais desinibido que há... A SIC e a SIC Notícias têm uma cultura muito própria que a RTP não tem.
Quer dizer que a RTP é complexada?
A RTP é mais do que complexada. Deixou-se subjugar durante décadas demais. Tem uma carga imensa de afectação ao poder político de que é muito difícil libertar-se, para quer que esteja lá a trabalhar. É uma espécie de estigma de que a RTP se conseguiu emancipar e tenta reinventar-se o que acaba por lhe retirar identidade. A SIC não tem essa necessidade de reinvenção.
O que acha do ‘Jornal Nacional’ à sexta-feira, com Manuela Moura Guedes?
Gosto muito. Só tenho pena de ser em cima da hora a que eu trabalho. Senão seria um dos jornais que eu via. É um programa semanal certamente com grande impacto.
Gostava de voltar à imprensa?
Gosto muito da escrita e é muito exigente. Neste momento gostava de fazer o que faço.
E também já trabalhou na rádio?
Sim, foi o primeiro emprego que tive. Na rádio em Joanesburgo, na África do Sul. Foi o começo de tudo. Tinha 24 aninhos, tinha acabado de sair da tropa. Tinha a cabeça ainda um bocadinho desarrumada.
Mas andava indeciso quanto ao futuro?
Andava muito confuso. Entrei em engenharia, mas já não tinha confusão nenhuma porque já tinha entrado no técnico. Sai do exame de matemática e nem fui ver a nota. Saí ao fim do primeiro ano. Ainda pensei em ir para universidade em Joanesburgo mas não tinha disponibilidade e era muito caro.
É um homem que já esteve em várias partes do mundo. Sente-se português?
Sinto... Estive muito perto de adquirir nacionalidade sul africana, mas nunca o fiz. Tive residência permanente. Obviamente sou português e não é só porque a minha língua é a minha pátria. Se calhar em termos linguísticos até tenho outras pátrias também.
Pensa em que língua?
Depende. Nem sempre é em português. Sobretudo dá-me muito prazer ler e escrever em Inglês.
Tem mais facilidade?
Acho que sim. Acho que até foi uma das minhas limitações iniciais em Portugal. Lembro-me que quando vim para cá em 1981 até trouxe uma máquina de escrever portátil QWERT, porque não me conseguia entender com uma AZERT que eram as da RTP.
Viveu nos EUA. Ainda continua com o mérito de ter sido o único jornalista português com acreditação permanente na Casa Branca?
Sim é verdade. O Luís Costa Ribas tinha um condicionalismo especial por ter trabalhado na Voz da América. A Casa Branca só credencia jornalistas que nunca tenham trabalhado para sistemas governamentais. A Voz da América era um Sistema Governamental.
É o pivô mais antigo da Europa?
Sou certamente. E o jornalista também!
Gostava de voltar aos EUA?
Gostava. Provavelmente a minha vida passará por aí. No futuro terei períodos prolongados em que vou viver na zona de Washington.
PERFIL
Mário Crespo nasceu em Coimbra há 62 anos. Passou a infância em Moçambique e mais tarde voltou para Portugal. O primeiro emprego foi numa rádio em Joanesburgo, África do Sul. Já de regresso a Portugal, foi director do jornal ‘A Capital’, esteve mais de 20 anos na RTP, parte dos quais como correspondente nos EUA. Mais tarde passou para a SIC, onde se mantém.
fonte: CM

Mário Crespo entrevista... Alberto João Jardim

Não é a primeira vez que a SIC inaugura um espaço de informação com uma entrevista a Alberto João Jardim. O mesmo acontece com o primeiro programa Mário Crespo en- trevista que, em directo, a partir do Funchal, no próximo dia 12, segun-da-feira, pelas 21.00, dá voz ao Presidente do Governo Regional da Madeira.
Uma entrevista com duração de 40 minutos e que só poderá ser vista na região autónoma através da TV Cabo, uma vez que os canais privados não se encontram em sinal aberto. Ou seja, na Madeira é obrigatório pagar para ter acesso à SIC e à TVI. O mesmo acontece nos Açores.
O timing desta entrevista acontece num momento crucial nas relações entre o governo da Madeira e o governo da República. Em Dezembro de 2008, numa altura de crispação entre Belém e São Bento, devido ao Alberto João Jardim escreveu uma carta a Cavaco Silva queixando-se do executivo de José Sócrates, relativamente às repercussões da Lei de Finanças regionais, à imposição de endividamento nulo, apelando para a intervenção do Chefe de Estado, numa altura de crise generalizadas. Por outro lado, há medidas anunciadas pelo governo de Durão Barroso, então primeiro- -ministro, e que nunca foram cumpridas pelos governos PSD/PP e que transitaram para o PS. Há ainda as críticas da oposição regional que acusam o governo regional de "esbanjamento" de verbas, de investimentos sem retorno, caso das Sociedades de Desenvolvimento, e de uma alegada dívida acumulada que ultrapassa os 5 mil milhões de euros. Com um desemprego a atingir números preocupantes e uma redução do crescimento PIB face à media nacional, a Madeira vive ainda uma taxa de analfabetismo elevada, uma dependência muito grande do sector público, mais de 25% da população é funcionário do governo, tudo isto enquadrado num cenário macroeconó- mico difícil, pois tudo gira à volta do turismo. Por outro lado, e em termos partidários, a última comissão política do PSD/M quer que a direcção nacional assuma que está em condições de ganhar as três corridas eleitorais do ano, deixando a decisão de um congresso extraordinário à iniciativa de Manuela Ferreira Leite.

Debate Alargado na SIC

Jornalismo de proximidade é o lema da SIC nesta fase, marcada por um conjunto de estreias na área da informação, entre as quais se destacam "Mário Crespo entrevista..." e "Aqui e agora", programa de debate com Rodrigo Guedes de Carvalho.
Apesar da reestruturação interna, do processo de rescisões em curso, que, segundo o director-geral, Luís Marques "correu muito bem" e cujos resultados serão apresentados em breve, o responsável adianta que a estação poderá lançar mais canais ainda durante este ano, não descartando a hipótese de um deles poder destinar-se ao público masculino.
Mas o evento de ontem, que reuniu as figuras de charneira da SIC, serviu sobretudo para apresentar as novidades de Janeiro. A estreia de Mário Crespo já tem data e, inclusive, convidado, embora este se tenha recusado a adiantar o nome. Uma figura da política nacional, por ele já entrevistada várias vezes, inaugurará a presença de Crespo às segundas--feiras (começa dia 11) no canal generalista. Nos restantes dias da semana, continuará a conduzir o "Jornal das 9" na SIC Notícias.
Com cerca de meia-hora, o programa de horário nobre não dará voz apenas a políticos. "António Lobo Antunes poderá ser convidado para falar de outro assunto que não seja literatura", exemplifica Mário Crespo.
Ainda sem dia da semana definido para arranque está "Aqui e agora". Tal como "Nós por cá", estreado ontem, nasceu como rubrica do noticiário principal e ganha agora autonomia. Moderado pelo subdirector da Informação, Rodrigo Guedes de Carvalho, promete-se aqui um debate avivado pela participação popular. A gravação decorrerá fora da SIC, nos estúdios Valentim de Carvalho, onde será possível reunir plateias numerosas. Segundo Alcides Vieira, director de Informação, o formato contará com "interactividade e estará aberto a todos os portugueses".
Antes disso, já este domingo, Bárbara Guimarães estará de volta à antena com "Atreve-te a cantar", que terá exibição a seguir ao "Vip manicure", uma transferência da grelha de segunda-feira.
Para o director-geral, Luís Marques, reposicionar a SIC exige fazer dela uma estação "moderna, pro-activa, próxima dos cidadãos e interveniente". A tónica está, claramente, na proximidade: "Vamos estar próximos das pessoas, dos seus problemas, não só na informação mas na lógica de vários programas ". O primeiro passo foi dado com Conceição Lino, às 19 horas. Diariamente, o noticiário também encurtará um pouco para poder dar maior visibilidade às rubricas diárias, de que é exemplo "Receitas cruzadas". Confiante, Luís Marques diz ainda: "A SIC estará presente em todos os géneros, não atirará a toalha ao chão em nenhum deles".

SIC aposta em humor e em informação

A SIC apresentou ontem novos programas para a sua grelha, prometendo muito humor, maior estabilidade nos horários, diversidade de formatos e estar mais próxima dos cidadãos, sobretudo apostando numa das imagens de marca da estação: a informação. É esta, em traços gerais, a identidade que o canal começa a imprimir já a partir desta semana e que, segundo Luís Marques, director-geral, e Nuno Santos, director de Programas, se vai intensificar nos próximos meses. Para já, foram apresentados cinco programas: a telenovela brasileira Três Irmãs, o programa de informação Nós por cá (ambos no ar desde ontem), o concurso Atreve-te a Cantar, apresentado por Bárbara Guimarães, que começa no domingo à noite, Mário Crespo Entrevista, às segundas entre as 21.00 e as 21.30, e Aqui e agora, um programa de grande debate, conduzido por Rodrigo Guedes de Carvalho, ainda data para a sua transmissão.
Em relação a novos programas de humor, Nuno Santos explicou: "Eu sei mais do que posso falar. Ainda não é o momento certo para dizer quais são. Mas teremos uma nova série de programas do Camilo de Oliveira, que deverá começar em Abril/Maio ou depois do Verão."
Quanto ao regresso de Herman José, após o fim do concurso A Roda da Sorte, o director de Programas não quis adiantar nada, mas revelou que tem tido conversas com o humorista. Os Gato Fedorento deverão regressar na última metade do ano, mas "sempre que se justifique, aparecerão ao longo do ano". Ainda no humor, no domingo, estreia-se o Toma lá, Dá cá, um formato brasileiro muito semelhante a Sai de baixo, com o actor Miguel Falabella.
Já no domínio da ficção, "vai estrear-se brevemente uma série sobre Salazar, emitida em
dois dias", referiu o director de Programas da SIC.
A telenovela Podia Acabar o Mundo já tem substituta, também uma produção nacional. "É um assunto que está a andar e a história já foi escolhida", afirmou Nuno Santos.
Confrontado com as fracas audiências do produto, respondeu: "Faz parte da nossa estratégia sermos pacientes e resistentes. As telenovelas brasileiras têm vindo a perder nas temáticas, por isso as portuguesas só têm a ganhar."
Na informação, além de Nós por cá, Mário Crespo Entrevista e Aqui e agora, o Jornal da Noite mantém algumas rubricas de 15 minutos e lança novas: Primeiro Plano, Reportagem Especial, Perdidos e Achados, Receitas Cruzadas e Futuro hoje.
Questionado sobre novos canais da SIC, Luís Marques disse haver algumas hipóteses,
sobretudo no âmbito da "produção de conteúdos para multiplataformas". Estes podem ser na Internet ou na televisão. O director-geral do canal acrescentou ainda: "Temos de
pensar o que deve ser um operador de televisão privado face aos desafios do mercado nos próximos anos - quinto canal, TDT e possibilidade de mais canais regionais. Temos de estar à frente dessa mudança."