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A Semana vista pelo Bloguer

A semana que agora terminou foi um pouco atípica para os lados de Carnaxide. Durante toda a semana (segunda a sexta-feira) a SIC nunca se conseguiu impor no 2.º lugar ficando em 3.º na preferência dos telespectadores. Volto a referir que apenas cerca de 10 mil pessoas decidem quem ganha e quem perde nas audiências pois é esse o universo estatístico da Marktest (via Mediamonitor).
Será uma semana para esquecer? Penso que não! Acho que é importante para a direcção de programas ter estes resultados visto que o regresso do Jogo Duplo à RTP fez com que programas como Salve-se Quem Puder descesse na grelha (e não me venham dizer que o programa está gasto…). Ao domingo a SIC continua a dar bons frutos muito por causa do TGV – Todos Gostam de Verão. Na semana passada ainda teve a repetição do Salve-se Quem Puder – 50 e o directo à Festa da Caras / SIC que conseguiram superar a concorrência no horário em que foram emitidos…
O acesso ao prime-time (horário nobre) continua a ser o grande calcanhar de Aquiles da SIC. Esteve lá concursos (Roda da Sorte, por exemplo), Informação (Nós por Cá), entretenimento (Vida Animal) ou mesmo novelas… Estas foram as que conseguiram puxar a SIC para cima… Agora… nem Tá a Gravar nem Não Há Crise (que foi emitido esta sexta para surpresa de todos) não conseguem ultrapassar a barreira dos 20% de share. Mérito vem depois para o “Jornal da Noite” que continua a ser a bandeira segura da SIC naquele horário com uma excelente subida apesar dos programas que o antecedem nomeadamente Tá a Gravar que tem sido emitido recentemente. Será melhor colocar uma telenovela nova naquele local? Fica aqui a pergunta! Ou deixo aqui outra sugestão: colocar um sketche dos Gato Fedorento antes do Jornal da Noite…
Na terça-feira o destaque positivo vai, claro está para o SIC ao Vivo que liderou a emissão durante o período em que foi emitido (11h-13 e 16h19h) deixando quer a TVI quer a RTP 1 para trás…
A ver vamos como é que a SIC se comporta no dia de hoje visto que a Grande Reportagem SIC está de regresso seguido do TGV que lidera as audiências sistematicamente no período em que é emitido.

SIC mantém posição

Suspeitava eu que a SIC tinha descido ao 3.º lugar por causa da ausência forçada do "SIC ao Vivo" mas não! Ontem, quinta-feira houve "SIC ao Vivo" e a SIC ficou novamente em 3.º lugar. Há uma quebra de audiências do Salve-se Quem Puder principalmente devido à nova concorrência do horário nobre da RTP1. Recorde-se que o canal público mudou no início da semana passada de programa de horário nobre... Poderá também contribuir para esta queda o "Tá a Gravar" de Verão que continua com audiências idênticas aos do "Nós Por Cá" ou até piores... Ontem, por exemplo, ficou-se pelos 17% de share...
Uma sugestão para o Nuno Santos e sua equipa: trocar o Mar Azul com Três Irmãs a ver no que daria... Ou então colocar Malucos do Riso (ou Vip Manicure ou até mesmo Maré Alta) nas 19 horas e retirar o "Tá a Gravar"...

A análise do bloguista (blogger) em relação ao TGV vs TVI!

Muito bem... Acho uma falta de respeito com a SIC o que a comunicação social lhe faz. Se ganha porque ganha, se perde porque perde. É certo que muita gente quer que a SIC não tenha o sucesso com os programas que vai estreando. A SIC tem diversidade nocturna senão repare-se: até à uma semaa atrás a SIC tinha no horário nobre (20-24h) programas de entretenimento, série cómica, novela brasileira e novela portuguesa. Não sabem do que estou a falar? Às 20h há Jornal da Noite, às 21h15 há Salve-se Quem Puder, às 22h15 há Cenas do Casamento que às sextas-feiras é subsituida por Camilo - o presidente, às 23h15 a SIC tem Caminho das Índias, às 23h55 a SIC tinha Podia Acabar o Mundo!
Vejamos agora o horário nobre da TVI (20-24h). É mais fácil do que o da SIC. Em primeiro vêm as notícias, depois vem 3 novelas SEGUIDAS! São 3 horas e meia de ficção! Não será demais. E a constante alteração de horários. "Tu passas para aqui, tu passas para ali..."
Outra coisa que me irrita é o facto de hoje os jornais (nomeadamente um) vir dizer que o TGV só ganhou por ter tido menos duração... Desculpas... O programa tem a duração que tem. Se a TVI quisesse ter Herman 1 hora e 10 minutos num directo também o teria... Não me venham dizer que não!
Outra coisa é a enfase do programa TGV ser gravado em Espanha! Qual é o mal??? Eu não vejo nenhum mal, pelo contrário (poupa-se dinheiro tão precioso). A TVI não tinha (ou terá?) o programa das madrugadas equivalente ao Quando o Telefone Toca da SIC.
Alguém criticou na altura??? Não vi nenhuma crítica. Como é a SIC toda a gente critica... E com esta me fico

Oito anos da SIC Radical vistos pelo director

Continua a ser interessante que as pessoas insistam em me dizer que não vêem televisão. Que já não vêem televisão. Imagino que se eu vendesse sapatos, me diriam que agora só andam descalças. E depois acrescentam imensas sentenças sobre televisão, como a fazer e que programas transmitir. Seria como a pessoa que agora só anda descalça, desatasse a ensinar e a sugerir ao vendedor e fabricante de sapatos, quais as últimas tendências, formas e design de sapatos.
Suponho que esta necessidade de as pessoas se declararem abstémias de televisão resulta de uma certa inferioridade que é atribuída a este meio. Da mesma forma que um livro é, em princípio, melhor que uma revista ou que peixe fresco é, em princípio, melhor que peixe congelado. Cinema, teatro, e agora a Internet, serão, nesta linha de raciocínio, superiores à televisão. Discordo. E falo como espectador. Sempre que posso repito que Portugal tem uma oferta de televisão muita boa. Mais de metade do país tem acesso a televisão paga e os canais disponibilizados pelos operadores tornam as gripes muito mais fáceis de suportar. A qualquer hora do dia, as melhores séries, os melhores documentários e os melhores filmes do mundo, sejam actuais, sejam antigos, estão disponíveis em Portugal. Noutros países, isso é pago à parte. A oferta de Cabo básica é bastante inferior, em qualidade e quantidade, à nossa. E não há canais como a SIC Radical. Não há mesmo. Um canal como a Radical, que hoje completa oito anos, é um caso extremamente invulgar em todo o mundo. Nas conversas nas feiras internacionais de televisão, quando informo que no canal há o Seinfeld, o Daily Show, o Late Night Com Jimmy Fallon, Dr. Who, South Park, Family Guy, Shameless, Buffy, Naruto, Scrubs, entre outras, suscito sempre o espanto de quem me ouve. Não estão habituados a ouvir que haja canais com uma grelha tão poderosa. E até estou a ser incompleto porque é inútil referir as séries nacionais, que para um americano ou um inglês são desconhecidas. Não posso portanto falar do Gato Fedorento, do Vai Tudo Abaixo do Jel, do Cabaret da Coxa, ou, mais recentemente do Programa do Aleixo. Nem do facto de a Radical, desde logo, ter lançado caras e figuras que estão hoje na televisão generalista. A Radical, por causa do seu perfil e por poder correr mais riscos, pode lançar programação nacional original, inovadora e irreverente. Não temos subsídios do Estado, mas na SIC é uma exigência procurar e encontrar talento português. A Radical serve também para dar oportunidades a criadores e autores nacionais. E paga-lhes para isso. Não há outra televisão em Portugal a fazê-lo nem somos obrigados por lei a ir por este caminho. É importante sublinhar isto: nesta empresa existe a ambição de correr riscos. Fazemos o que fazemos porque queremos. Esta aposta constante e permanente em programação nacional de ruptura está no ADN da Radical desde o primeiro dia. E vai continuar. A esmagadora maioria dos nomes de programas que cito foram escolhas anteriores à minha entrada no canal. São excelentes escolhas. Porque a Radical sempre foi feita por pessoas que gostam de televisão. Para pessoas que gostam de televisão. A SIC Radical, apesar do nome remeter para saltos de parapente ou tubos de surf, é acima de qualquer coisa um canal de cabo com bons (e alguns muito bons) programas de televisão. E a ideia é precisamente essa.

O que se passa com o "Fátima"?

É a pergunta que me assola neste momento visto que a SIC foi líder pelas manhãs durante cerca de sete anos e meio. A partir de Setembro do ano passado houve uma quebra enorme e os espectadores do “Fátima” fugiram para a TVI. Agora sou confrontado via revistas que o programa apesar da remodulação cenográfica e gráfica não melhorou… pelo contrário piorou visto que depois de perder a liderança para a TVI, perde agora a vice-liderança para a RTP1 e situa-se no terceiro posto.
O que se passa? Será a gravidez que anda a afectar a Fátima Lopes? Será que já não se enquadra no formato que em 2005 era para ser ao estilo da Ophra? Não sei mas gostava de ver o programa liderar novamente como era antigamente. Lembro-me muito bem de há um ano a produtora “Comunicasom” ter ido para a rua perguntar às pessoas desconhecidas o porquê da “Fátima” ser líder. A apresentadora diz que são circunstâncias.
Outra questão que abala o programa é a incerteza em relação ao substituto ou substituta da Fátima Lopes enquanto esta estiver a gozar a licença de maternidade. José Figueiras, Sofia Cerveira, Daniel Nascimento? Quem será? Coloco a Rita Ferro Rodrigues de lado porque tem outros projectos na estação e a Maya porque não quer fazer o programa porque, segundo noticia a imprensa, é muito cedo!!! Vá-se lá saber o porquê? E porque não colocar a Ana Marques que fez tão bem o seu papel na última semana do antigo SIC 10 Horas? E que tal colocar Ana Marques e Nuno Eiró? Era uma boa ideia não? Talvez…