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Antes da liderança há que reestruturar a empresa

Luís Marques está seguro quanto ao futuro da estação de Carnaxide, e defende que, antes de conseguir a liderança dos generalista, há muito a fazer. “É preciso reestruturar a empresa, de a gerir bem, de fazer com que ela dê dinheiro. É isso que estamos a fazer, a torná-la saudável do ponto de vista financeiro, para ser líder. É esse o nosso objectivo.”
A crise tem afectado todos os operadores e a SIC não escapa. Contudo, o director-geral do canal explica: "A nossa vantagem é que as receitas publicitárias representam cerca de 60 por cento, o resto das receitas vêm dos canais temáticos e, portanto, não dependemos tantos do mercado, mas se ele cair ainda mais afecta-nos”.
A grande prioridade de Carnaxide é agora o investimento na tecnologia, nomeadamente em equipamentos em HD, para uma maior oferta em alta definição, de modo a que se cumpra o processo da Televisão Digital Terrestre (TDT). Luís Marques diz que o investimento pode ir até aos “dez milhões de euros”.

50 rescindiram

Cerca de 50 trabalhadores deixaram a SIC no âmbito do plano de rescisões voluntárias iniciado em Novembro e inserido no processo de reestruturação da empresa, disse à agência Lusa o director-geral do canal, Luís Marques.
"O processo de adesão voluntária foi bastante bom. Correu dentro das nossas melhores expectativas, sem conflituosidade interna", afirmou Luís Marques, acrescentando que foram à volta de 50 os trabalhadores que aderiram.
A empresa anunciou esta sexta-feira que o modelo de reestruturação do grupo cujo objectivo é "dotar a SIC da estratégia, organização e normas de funcionamento ajustadas à nova realidade do mercado e das tecnologias audiovisuais" foi aprovado pela comissão executiva do canal.
"O modelo pretende simplificar a estrutura interna e concentrá-la naquilo que é o nosso negócio, conceber, produzir e emitir conteúdos. Toda a estrutura está focada nessa preocupação", referiu o director-geral do canal de Carnaxide.
A SIC fica assim dividida em quatro grandes áreas: conteúdos - sob responsabilidade directa de Luís Marques -, comercial, engenharia e sistemas - "gestão das infra-estruturas tecnológicas da televisão" - e distribuição - "novos negócios de distribuição de conteúdos internacionalmente e em novas plataformas".
No âmbito desta reestruturação, a SIC definiu ainda um "manual de procedimentos", que tem por objectivo fixar um conjunto de princípios e regras processuais a serem adoptadas pelos colaboradores da empresa diariamente, bem como nas relações com terceiros, em particular com os telespectadores.
A SIC, onde trabalham cerca de 600 pessoas, dispõe actualmente de cinco canais televisivos (SIC, SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical e SIC Internacional), além da SIC Online e da SIC Portátil.
As receitas totais da SIC, nos primeiros nove meses de 2008, desceram 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, para cerca de 130 milhões de euros.
Para esta descida terá contribuído a quebra nas receitas de publicidade, na ordem dos 2,2% e do merchandising onde houve uma quebra de 44,2 pontos percentuais.
Apesar da descida de resultados, a SIC acabou o ano 2008 em segundo lugar nas preferências dos telespectadores, ultrapassando a RTP1 e registando uma quota de mercado média de 24,9% por cento.
Em Janeiro, a SIC mantém o segundo lugar nas audiências.
fonte: JN

Reestruturação em Marcha

A SIC não avança números exactos sobre baixas na Redacção, mas garante que "o plano de rescisões está a decorrer conforme o esperado".
Esta informação reforça as palavras já proferidas pelo director-geral da SIC, Luís Marques: "A primeira fase do plano serviu para fazer um diagnóstico da situação, sendo que a próxima implica uma análise sector a sector" e visa adoptar "um novo modelo de funcionamento".
O novo modelo, recorde-se, insere-se num plano de reestruturação que tem por objectivo "ajustar a empresa às necessidades da nova realidade orçamental". As receitas da SIC desceram 1,5 por cento.
fonte: CM

"Queremos uma SIC mais forte"

Nuno Santos, director de Programas da SIC, disse ontem estar 'confortável com o orçamento do próximo ano. A propósito das rescisões na estação de Carnaxide, o responsável foi peremptório: 'A SIC entrou numa fase de reestruturação, que tem por objectivo torná-la mais forte e isso, acho, é o mais importante para todos'. Ainda sobre a mesma matéria, Nuno Santos conclui: 'Um dos ítens desse plano de reestruturação é o processo de rescisões amigáveis'.
Quanto ao seu receio de vir a 'perder' alguém que considere imprescindível, o director de Programas da SIC afirma: 'Não! Por princípio não tenho medo de coisa alguma'.
Durante a apresentação do livro 'Rosa do Oriente' de Manuel Arouca, autor da novela 'Podia Acabar o Mundo', Nuno Santos confirmou ainda que o programa de Carolina Patrocínio não terá co-apresentação de Pedro Ribeiro. 'Por muita pena minha, e dele também, mas parece que havia aí uma incompatibilidade'.

Propostas de rescisão na SIC

Luís Marques, recém-nomeado director-geral da SIC, já tem pela frente o seu primeiro desafio: tentar rescindir contratos de trabalho por mútuo acordo e reduzir assim drasticamente as despesas fixas do grupo. O convite aos trabalhadores, de que já na edição de ontem demos conta e que surge numa situação particularmente difícil da economia portuguesa – e mundial –, é genérico e pode ser aproveitado por quem quiser negociar a respectiva rescisão, obtendo desse modo condições muito superiores às que decorreriam de um despedimento colectivo. A comissão executiva da SIC está a oferecer aos funcionários do grupo – actualmente cerca de 600 – 1,75 meses de indemnização por ano de trabalho, com um máximo de 200 mil euros, mais dois meses de salário. A validade da medida, que tem como objectivo “adequar a estrutura de custos à realidade”, irá prolongar-se até 5 de Dezembro, de modo a que os interessados saiam até final do ano. Em 2002, Pinto Balsemão já dirigira idêntico convite aos quadros do grupo SIC. O último trimestre da área de negócio de televisão fechou com prejuízos de 1,6 milhões de euros.
fonte: site RECORD

Vai haver despedimentos amigáveis na SIC

O grupo SIC, que pertence à Impresa, iniciou hoje um processo de reestruturação interno que passa por um programa de rescisão do contrato de trabalho por mútuo acordo com os trabalhadores. De acordo com um comunicado enviado hoje para todos os colaboradores, a que o PÚBLICO teve acesso, a decisão vem na sequência da criação do grupo de trabalho “SIC 2009” e visa “adequar a estrutura de custos à realidade actual do negócio”.No comunicado, assinado pela comissão executiva, é referido quem está abrangido pelo programa e quais as condições e prazos de que dispõe para integrar o processo. O período para apresentação de pedidos de rescisão amigável termina a 5 de Dezembro e a saída dos trabalhadores, em geral, deverá acontecer até 31 de Dezembro deste ano.“Podem candidatar-se ao programa os trabalhadores com idade até 61 anos (inclusive) com contrato sem termo celebrado com as empresas SIC, Lisboa TV, GMTS, SIC OnLine, iPlay, Dialectus, Gestão de Direitos e Terra do Nunca, há mais de 12 meses e que estejam ao serviço à data da publicação desta Ordem de Serviço”, lê-se no documento.No entanto, a comissão informa que apenas serão “tendencialmente aceites todas as candidaturas em que a saída do trabalhador não implique a sua substituição ou em que seja possível a substituição interna”. É, também, salvaguardado que os trabalhadores em situação se requisição, ausência prolongada ou com processos disciplinares em curso não poderão aceder a esta rescisão amigável.Quando às condições a que os trabalhadores terão direito, a empresa garante um valor bruto igual a 1,75 vezes o valor médio do salário mensal dos últimos 12 meses, por cada ano no grupo. Contudo, este valor é sujeito a um mínimo de seis meses de retribuição certa mensal e a um máximo de 200 mil euros, “salvo se o produto da retribuição certa mensal pelo número de anos de antiguidade for superior, caso em que este valor prevalecerá”. Os candidatos aprovados terão direito a um prémio adicional de dois meses de retribuição certa mensal.No comunicado é, ainda, assegurado que os trabalhadores que virem os seus pedidos recusados por interesse da empresa poderão, posteriormente, em qualquer outra medida de reestruturação que lhes seja menos favorável, beneficiar do regime agora anunciado.A medida que agora atinge o grupo SIC foi já aplicada no grupo Impresa, proprietária do primeiro. No início deste mês Pinto Balsemão, presidente do conselho de administração da Impresa, tinha já enviado um comunicado aos colaboradores onde avisava que “tendo em conta as tendências cada vez mais nítidas do mercado dos meios de comunicação social” o grupo ia preparar “com muita clareza e determinação, o futuro das suas áreas comerciais”, nomeando José Alberto Bastos e Silva para conduzir aquilo que consideram um “importante e urgente processo de mudança”, pelo que as funções de director-geral da SIC passariam a ser desempenhadas por Luís Marques.
O PÚBLICO tentou obter uma reacção, mas uma fonte oficial do grupo, apesar de confirmar o início do processo, explicou que a SIC não vai fazer qualquer comentário à situação.
fonte: Públicio