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Sob o Mar dos Açores visto por mais de 700 mil espetadores

Estreou este domingo, antes do 'Primeiro Jornal' o documentário de Vida Selvagem 'Sob o Mar dos Açores'.

Tal como tínhamos noticiado no SICBlogue, esta foi apenas a primeira de duas partes a serem exibidas no horário de almoço na SIC e foi o 6.º programa mais visto da televisão este domingo com um total de mais de 736 mil telespetadores num share de 28,1% de audiência média e numa audiência de 7,6%. Foi, de resto, líder no horário em que foi emitido.

A segunda parte do documentário será exibida no próximo domingo, dia 30 de junho.

O Mar dos Açores em Vida Selvagem

‘Sob o Mar dos Açores’ é um trabalho que reúne dois episódios de 45 minutos cujo objetivo é divulgar, de forma transversal, o imenso potencial das águas que banham o Arquipélago em termos de vida selvagem e de recursos marinhos bem como da sua exploração, desde o litoral ao mar profundo.

As imagens dão uma ideia de quão maravilhoso é este mundo subaquático. Nas águas límpidas do Atlântico, reina a abundância e a biodiversidade. Ao explorar a região costeira, as baixas e os pequenos montes submarinos, os documentários dão a conhecer a fauna marinha, os hábitos e ecologia das espécies e a função das estruturas naturais. Os restos de naufrágios, que denunciam a ocorrência de alguma tragédia antiga, são agora importantes pontos de fixação de vida marinha.

O mar – no seu todo – desde os peixes aos seres pelágicos e cetáceos… são explicados pelos investigadores do IMAR e do DOP [Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores] e pelas autoridades locais, na expectativa de divulgar o tão propalado manancial de riqueza que se esconde no ventre das águas, acreditando poder sensibilizar a comunidade para a necessidade de conservar e explorar, de forma sustentada, os recursos disponíveis.

Depois de Natália e Nemésio o terem cantado como ninguém, o MAR DOS AÇORES é, cada vez mais, um destino apaixonado para os amantes das espécies que residem aqui… ou que, de tanto gostarem, fazem escala no arquipélago, nas suas rotas de migração. A primeira parte deste documentário vai ser emitida domingo dia 23 de junho e a segunda no domingo, dia 30 de junho, no espaço ‘Vida Selvagem’.

Documentário sobre Santa Maria visto por meio milhão

Estreou ontem antes do Primeiro Jornal o episódio “Vida Selvagem – à Descoberta de Santa Maria nos Açores”. Durante cerca de 45 minutos os portugueses puderam ver um documentário sobre vida selvagem made in Portugal tal como já vem sendo hábito por parte da estação de Carnaxide.

“Vida Selvagem” alcançou ontem 5,8% de audiência média e 21,3% de share tendo sido vista por mais de meio milhão de telespetadores (563 100 no total).

Foi o 10.º programa mais visto deste domingo na televisão portuguesa, o 6.º da estação de Carnaxide.

Açores em "Vida Selvagem" para ver domingo!

O leito oceânico é explorado quer na região litoral, quer num pequeno monte submarino, muito especial, denominado “Baixa do Ambrósio”. A quantidade de peixes pelágicos e jamantas tornam este local único nos Açores.

No contexto da exploração sustentada dos recursos marinhos, o filme evidencia a importância e vantagens da implementação de reservas, salientando as ações tomadas pelos naturais de Santa Maria no sentido de proteger o seu bem mais precioso – o mar.

A ave mais pequena da Europa, cujos registos em vídeo são escassos, ou mesmo inexistentes até agora, é um elemento importante no programa. Chama-se Estrelinha de Santa Maria. Aquela que foi a primeira ilha dos Açores a elevar-se do oceano, há 10 milhões de anos, é visitada por investigadores de todo o mundo, por ser é a única do arquipélago que contém registos fósseis.

Pela mão do Professor Doutor Sérgio Ávila, ficámos a conhecer duas das principais jazidas de Santa Maria. Esta visita permitiu também registar, em exclusivo, a descoberta de um osso de cetáceo do período plistocénico, posto a descoberto pelo furacão “Gordon” em Setembro de 2012. Dada a proximidade, explorámos os ilhéus das Formigas e o banco oceânico Dollabarat, que são reservas naturais desde 2003, e que constam da lista de áreas marinhas protegidas da convenção OSPAR para a protecção do meio marinho do Atlântico Nordeste. A principal tradição local – as sopas do Espírito Santo – e o ambiente socioeconómico de Santa Maria são também abordados no filme de Pedro Carvalho.

Dia 24 Vida Selvagem em português

O filme conta a história de uma ave que só existe nos Açores e cujo nome é uma justa homenagem ao investigador que a descobriu nos anos ’90 - Luís da Rocha Monteiro.

O documentário segue o percurso de um grupo de observadores de aves nos Açores, que procura avistar os pontos de concentração dos Painhos e outras aves raras, no imenso mar que circunda a Ilha Graciosa. Pelo meio, são abordados diversos aspetos relacionados com a vida marinha da região: as reservas da Biosfera do Arquipélago e os trabalhos de campo que os investigadores da Universidade dos Açores desenvolveram nos últimos anos, no capítulo da conservação das espécies.

O jovem investigador do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade de Açores, não chegou a ver reconhecida a espécie a que o seu nome ficou ligado. Luís da Rocha Monteiro morreu a 11 de dezembro de 1999, quando o avião da SATA, em que seguia, de Ponta Delgada para a Horta, embateu no Pico da Esperança, na ilha de S. Jorge, vitimando os 35 ocupantes.

Contudo, o trabalho para a caracterização da nova espécie já tinha sido lançado por ele e o estudo foi concluído por uma equipa do DOP, sob a orientação de Mark Bolton e da Royal Society for the Protection of Birds. O artigo científico foi publicado em Outubro de 2008 e a espécie, hoje tão acarinhada pelos observadores de aves nos Açores, ganhou o nome do seu descobridor, sendo por isso baptizada como oceanodroma monteiroi… ou painho-de-monteiro.

13 anos depois da sua morte, Luís Monteiro ainda hoje é considerado um dos mais produtivos investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.