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30 dias para os 20 anos -Zé Carlos

Olá uma vez mais!

Hoje recuamos a 2008 e este programa marcou o regresso dos Gato Fedorento à SIC depois de uma passagem pela RTP. Sketches gravados e apresentados ao vivo num programa emitido com público ao vivo. Os humoristas Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Goes revesavam-se na apresentação onde o humor irreverente não faltava nas noites de domingo dos portugueses que assistiram a este programa.

TVI em 3.º e SIC lidera

SIC - 28,2%
RTP1 - 26,7%
TVI - 28,2%
Cabo - 17,8%
RTP2 - 4,0%

Programa mais visto da SIC e mais visto no horário nobre: Ídolos em 4.º lugar com um share de 44,8% e audiência média de 13,3%
Programa enos visto no horário nobre: Perfeito Coração com audiência média e 8,6% e share de 20,5%.
Os melhores momentos do Gato Fedorento - Zé Carlos que foi emitido às 01h04 obteve um share de 31,5% e audiência média de 3,3%

Gato Fedorento regressa dia 14

Colocaram de parte os sketches para inaugurarem em Portugal um programa verdadeiramente ao estilo de ‘Daily Show’ que fará uma cobertura satírica das eleições.
'O formato do programa será oval.” O trocadilho de Ricardo Araújo Pereira é usual sempre que se aborda a questão do modelo de cada um dos programas do quarteto de humoristas. ‘Gato Fedorento: Esmiúça o Sufrágio’ não será ainda a primeira forma geométrica a transformar-se em programa de televisão, mas revela várias facetas até agora desconhecidas do grupo de humoristas e inaugura, em Portugal, a cobertura televisiva intensiva de eleições com um pendor humorístico. Como inspiração têm o guru do noticiário satírico, Jon Stewart, apresentador de ‘Daily Show’. “Isto não é exactamente um programa, é uma espécie de acidente em directo. O que é óptimo para as audiências porque as pessoas gostam muito de ver desastres”, resume Ricardo Araújo Pereira.
Pela primeira vez o ‘Gato’ trabalha regularmente em directo, de segunda a sexta-feira. É também a estreia do grupo num programa que inclui a vertente de talk-show, com convidados que privilegiam a área política. “O que há a dizer, para não criar falsas expectivas, é que este programa não terá sketches como os anteriores. O modelo de abordagem humorística da realidade não pode ser o mesmo. Além disso, trata-se de pessoas que não têm especial talento para apresentar, nem experiência de directos, a fazer um directo, escrito no próprio dia, a partir das 08h00 ou 09h00”, acrescenta Ricardo Araújo Pereira.
O novo programa dos ‘Gato Fedorento’ é também o primeiro da televisão portuguesa a tentar realizar uma cobertura satírica de uma campanha eleitoral, algo que Jon Stewart tem levado a cabo nos EUA em relação às eleições presidenciais nos blocos denominados ‘Indecision’ (Indecisão). Para conseguir cobrir a actualidade política numa altura em que se sucedem duas campanhas eleitorais, os ‘Gato Fedorento’ contam com o apoio de uma equipa de quatro jornalistas. Os humoristas, embora ocupados a escrever os textos, não se escusam a dedicar tempo à pesquisa. “Nós temos uma sala em que cada um tem o seu computador, com acesso ao arquivo da SIC. Mas essa equipa de quatro jornalistas fará a pesquisa, quer direccionada para aquilo que nós pedimos, quer feita por iniciativa deles”, explica Ricardo Araújo Pereira.
Como no noticiário de Jon Stewart, haverá apenas um anfitrião em cada episódio. Ao contrário de ‘Daily Show’, o apresentador de ‘Gato Fedorento: Esmiúça o Sufrágio’ não será sempre o mesmo. A ideia inicial é que cada um dos quatro humoristas ocupe a cadeira de apresentador. “Excepto se algum de nós se destacar por tanto brilhantismo que convença os outros a apresentar sempre, como nós os três esperamos que aconteça com o Ricardo”, ressalva Tiago Dores. Em cada emissão, os restantes elementos do grupo darão vida a comentadores e repórteres, os únicos personagens que os comediantes interpretam neste formato. “Do ponto de vista conceptual poderia parecer estranho estarmos a fazer bonecos de pessoas que poderão ser nossos convidados”, diz Tiago Dores. Ricardo Araújo Pereira acrescenta: “É um programa que é feito em cima da hora. Nós não temos duas horas para eu perder a vestir-me de Sócrates ou o Tiago de Ferreira Leite.”
Os convidados são outro elemento importante e que diferencia este de todos os programas anteriores da troupe. O magazine terá um bloco de entrevistas a personalidades reais. Figuras como Paulo Portas, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e António Costa estarão presentes na rubrica, mas o desejo do quarteto é contar com os principais intervenientes destas eleições “É importante dizer também que o programa começa no dia 14, o dia em que tem início a campanha eleitoral. Dura as duas semanas das legislativas, as duas semanas subsequentes, que são as que precedem as autárquicas, e dura as duas semanas a seguir”, sublinha Ricardo Araújo Pereira. E o que vai acontecer nas duas últimas semanas, quando ambas as eleições já se tiverem realizado? Tiago Dores espera que essa seja “uma altura dominada pela temática da constituição de governo, se não houver maioria absoluta”. E conclui: “Estamos a apostar mesmo na confusão.”
No que diz respeito à orientação ideológica dos humoristas, não é de esperar que ela seja exposta, embora na pele dos comentadores fictícios se preparem para defender posições partidárias. Ricardo Araújo Pereira é de esquerda, Zé Diogo mais à direita. Depois, há os indecisos: Tiago Dores e Miguel Góis.
OS CROMOS: MARCA DE POPULARIDADE
Os ‘Gato Fedorento’ estrearam-se na SIC Radical em 2003. A caricatura, as piadas secas e o humor corrosivo e até ‘non sense’ logo os transformaram num fenómeno de audiência, mas residual – para os iluminados que seguiam aquele canal temático, então dirigido por Francisco Penim. Mas foi em 2004, com um spot publicitário feito para o Montepio Geral, o célebre ‘Eles falam,falam, falam’, que ficaram conhecidos do grande público. A exibição de skethes da SIC Radical na generalista, sem autorização dos autores, afastou-os da estação de Carnaxide. Em 2006 assinaram contrato com a RTP 1, onde exibiram as séries ‘Lopes da Silva’ e ‘Diz que é uma Espécie de Magazine’. Em 2008 voltaram para a SIC generalista, onde já exibiram ‘Gato Fedorento: Zé Carlos’ e se preparam para estrear o novo ‘Esmiúça o Sufrágio’. Na internet ficaram célebres os vídeos com paródias a Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Bento e José Sócrates.
DOIS DIRECTOS NA CARREIRA
A experiência dos ‘Gato’ em directo resume-se a dois especiais de fim-de-ano: na RTP 1 (2006/ 2007) e na SIC (2007/ 2008). “Os programas de fim-de-ano em directo têm sempre a desculpa de que, se correrem mal, podemos alegar que estávamos embriagados. Desta vez vamos contar que a forte taxa de alcoolismo do povo português nos ajude nas noites de segunda a sexta-feira”, diz RAP.
HUMOR MILIONÁRIO: 'GATO' VALE MILHÕES
Um acordo de publicidade milionário assinado com a Portugal Telecom, vendas recordes de DVD e milhões de vídeos vistos na internet já garantiram aos quatro humoristas vários milhões de euros. Mas eles também garantem retorno: 2,5 milhões de telespectadores assistiram ao anúncio de lançamento da campanha de publicidade do Meo (serviço de IPTV da PT), que registou um share de 81 por cento.
16,3% de audiência: Foi o melhor resultado de um episódio de 'Diz que é uma Espécie de Magazine' (RTP 1), exibido a 4 de Fevereiro de 2007.
1500 euros por episódio: Era o parco orçamento que os 'Gato' recebiam em 2004, quando se estrearam na SIC Radical de Francisco Penim.
25 mil euros por episódio: Foi o cachet pago pela RTP aos 'Gato Fedorento' para as séries 'Lopes da Silva' e 'Diz que é uma Espécie de Magazine'.
57 mil euros por programa: É quanto pagou a SIC para os receber de volta, num contrato que incluía dois formatos, em 2008 e 2009.
fonte: site CM

Gato Fedorento já trabalham no novo projecto

Os Gato Fedorento vão regressar ao ecrã da SIC para marcar o ano político e prometem sketches de humor ainda antes da estreia do novo programa, agendada para a reentré, apurou o CM. Logo após as eleições europeias, que não vão ser contempladas nesses espaços, os Gato vão iniciar uma série de rábulas sobre a actualidade política nacional.
O quarteto de humoristas e o director de programas da SIC, Nuno Santos, encontraram-se ontem num restaurante em Lisboa para trocarem as primeiras impressões sobre a nova estratégia para a estação de Carnaxide e acertar detalhes sobre o próximo programa dos Gato. Para já, sabe-se que este será um formato diferente dos anteriores ‘Diz que é uma Espécie de Magazine’, ainda na RTP 1, e ‘Zé Carlos’, na SIC. Na opinião de Tiago Dores, "tudo farta", por isso, sublinha, "é necessário ir mudando".
Os quatro humoristas, Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores, Miguel Góis e Zé Diogo Quintela confidenciaram ao CM, na apresentação do CD ‘Zé Carlos’, que já tinham "saudades" de trabalhar sketches. "O novo formato é, provavelmente, mais próximo do que fizemos na RTP e na SIC Radical. Temos saudades de trabalhar com tempo, com qualidade, que é o problema de ficar colado à actualidade do ‘Diz que é uma Espécie de Magazine’’ e do ‘Zé Carlos’", afirma Miguel Góis.
PORMENORES
UM MILHÃO NO YOUTUBE
A rábula que parodia Marcelo Rebelo de Sousa foi a mais popular dos Gato Fedorento com mais de um milhão de visualizações no YouTube.
(...)
ZÉ CARLOS’
Na SIC, o programa estreou a 9/10/2008 e teve 10,7% de audiência e 25,6% de share. Já foi lançado um CD e DVD.

...

Estreou agora uma série na SIC, mas não lhe faltam ideias para o trabalho que se segue. As peripécias de ‘Camilo, o Homem dos Sete Ofícios’ já fervilham na cabeça do actor.
O contrato até 2010 com a SIC obriga o actor a fazer 52 episódios para a estação. Vinte e seis estão já assegurados com a série ‘Camilo, o Presidente’, em exibição. Os outros 26 deverão ser protagonizados por um outro Camilo, um ingénuo homem do Norte que sai da sua pacata aldeia e chega a Lisboa em busca de trabalho e melhores condições de vida.
“É um homem bom, mas é tão ingénuo que se deixa roubar numa caixa multibanco logo à chegada a Lisboa. Sem dinheiro, e com a sua velha mala de cartão, Camilo dorme nos bancos de jardim da cidade. Para sobreviver vai respondendo a anúncios que vê nos jornais que apanha no lixo, mas é tão desastrado que só faz asneiras nos vários empregos por onde vai passando e vai sendo despedido”, desvenda Camilo de Oliveira ao CM.
Este projecto só ficará na gaveta se o produtor Piet-Hein Bakker decidir entregar mesmo a Camilo um formato inglês que quer adquirir por o achar talhado para o popular actor. “Há muito tempo que o Piet-Hein me sonda. Há uns dez anos disse-me que tinha um projecto para eu desenvolver na Endemol. Mas eu tinha um contrato de exclusividade com a SIC e não o podia aceitar enquanto estivesse vinculado à estação”, conta o humorista.
O actor, que está a gravar o novo episódio de ‘Camilo, o Presidente’, mostra-se bastante satisfeito com as condições oferecidas pela SIC e pela CBV, a produtora, e confessa que não fez “exigências nenhumas”. Para evitar madrugar nos dias de gravações, em que começa a trabalhar logo às 08h00, fica instalado num hotel em Alcochete. “Na segunda-feira levanto-me, tomo um duche quase frio para ficar acordado e, às 08h00, estou a entrar no estúdio. No final do dia regresso ao hotel, janto, vejo um pouco de televisão e adormeço”, explica Camilo que grava ‘Camilo, o Presidente’ dois dias por semana. “Os outros dias estão reservados a reuniões com os guionistas, com o realizador, e para estudar os textos”, diz.
“Nunca me faltou nada!”, revela o actor. E, cheio de graça, recorda: “Uma vez, até contrataram uma pessoa para andar atrás de mim com uma cadeira. O homem ainda fez isso um dia ou dois, mas decidi pôr termo à situação. Não fazia sentido, nem eu me sentia bem, por muito que o homem precisasse do emprego”. Mas não é só na televisão que Camilo de Oliveira faz sucesso. Na internet, os sketches de ‘Camilo em Sarilhos’, Camilo, o Pendura’, ‘A Loja do Camilo’ ou ‘As Aventuras de Camilo’, entre outros, são muito procurados. ‘Sabadabadu’, emitido em 1981, onde Camilo contracenava com a actriz Ivone Silva, é um dos ví eos mais vistos.
“Na altura, o País parava para ver a série. O meu sonho era fazer outro igual“, sublinha. Apesar de reconhecer as potencialidades desta plataforma, o actor não lhe dá especial atenção: “Já me falaram nisso. E sei que o público também lá vai. É tecnologia moderna, mas nunca tive essa preocupação”.
Figura de referência para o público, Camilo de Oliveira explica que o sucesso do seu trabalho se fica a dever à preocupação que tem em ir “ao encontro do público”, que “não gosta de coisas muito intelectualizadas”. “O meu humor é inspirado nos grandes actores de teatro como António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho. Este tipo de humor nunca morre”, diz.
Camilo de Oliveira nasceu em 1924, em Buarcos, Figueira da Foz. Filho de actores, cresceu com o Salão Rentini, companhia de teatro itinerante da família. Cedo começou a representar e logo se destacou como um dos mais populares na arte de fazer rir. Em 2008 comemorou 60 anos de carreira, data que a SIC assinalou com uma homenagem realizada no Teatro Tivoli, em Lisboa. Na sua longa carreira, o popular actor fez 47 revistas, 24 comédias e vários programas de televisão. Ontem, com a chancela da Esfera dos Livros, Camilo lançou a sua biografia: ‘As Regras da Minha Vida. Camilo de Oliveira, o Actor do Povo’. “Só agora aceitei fazê-la porque é preciso ter passado para lançar uma biografia”, diz. Camilo tem dois filhos rapazes e já adultos. E só agora revelou a idade...
“GATOS SÃO INTELIGENTES”
Os Gato Fedorento assinalaram os últimos dois fim-de-ano com programas na RTP e na SIC. Camilo, admirador do humor irreverente do grupo, juntou-se à festa e deixou-se fotografar, em 2008, com os humoristas. “São uns rapazes inteligentes. Trabalham bem”, elogia. Se nas séries em reposição Camilo fez 8,9% de audiência e 23,4% de share, com ‘Camilo, o Presidente’, atinge 10,8% de audiência e 27% de share. ‘Gato Fedorento: Zé Carlos’ teve 11% de audiência e 28,8% de share.

DETALHES: A PAIXÃO PELA PESCA
Quando tem uma folga, Camilo “agarra” na mulher e vai para a pesca. “Vamos para as barragens do Alentejo. Deixo a Paula à sombra de um chaparro e ponho-me a pescar”, conta.

ACTOR NAMORADEIRO
Camilo conduz o carro dos seus sonhos, um BMW Z3, cabriolet. E diz que nunca teve carros senão de dois lugares, porque era “muito namoradeiro”. “Assim, nunca havia lugar para a sogra”.
fonte: site CM

Sketches poderão marcar o regresso dos Gato

O quarteto Gato Fedorento lançou ontem um CD/DVD que reúne as melhores músicas do seu mais recente programa ‘Zé Carlos’, exibido pela SIC no ano passado.
"A primeira vez que lançamos um CD, temos logo miúdas aos berros", começou por dizer Ricardo Araújo Pereira, após a recepção calorosa do ecléctico público que se reuniu na Fnac para saber tudo sobre o álbum musical (com videoclips e karaoke) com 13 temas dos humoristas. "Tínhamos mais 47 temas muito bons, mas não deu", disse Tiago Dores. "Tenho de destacar este estilo diapasão", disse Miguel Góis. José Diogo Quintela – "o único dos quatro que gosta mesmo de cantar" – desabafou: "Tenho a dizer que fizemos um tema da Bimby, que nem sequer nos enviou uma para cada um de nós."
Feita a apresentação do álbum, Ricardo Araújo Pereira desafiou a plateia – "as meninas aí" – a cantar alguns dos temas da colectânea: ‘Seios’ e ‘Rústicos pelo epicurismo’.
Há cinco meses longe do pequeno ecrã, os humoristas preparam o regresso. "Ainda estamos a trabalhar no formato do programa e a escolher conteúdos", revela ao CM José Diogo Quintela, adiantando que "as gravações começam no Verão". O novo programa deverá ir para o ar na SIC em Outubro. "Ou não. Porque o novo formato pode não ser aprovado pelo nosso director", diz Tiago Dores. "O novo formato é, provavelmente, mais próximo do que fizemos na RTP e na SIC Radical. Temos saudades de trabalhar com tempo, de fazer uma coisa com qualidade, que é o problema de ficar colado à actualidade do ‘Diz’ e do ‘Zé Carlos’", explica Miguel Góis.
fonte & foto: site CM